Nova infraestrutura na Augusto Montenegro proporcionou acessibilidade e mais fluidez ao trânsito

Trafegar pelo início da avenida Augusto Montenegro já não é mais como antes. O caos que as obras de implantação da via expressa do Sistema Bus Rapid Transit (BRT) trouxe no início, juntamente com as transformações para urbanizar e tornar a avenida mais acessível é algo que ficou na memória de quem mora no local.

“Foi terrível. Foram meses de estresse e modificação da rotina em razão da obra. Ocorriam imprevistos que causavam atrasos, que em certos momentos fecharam trechos que passavam mais de um mês interditado, mas em determinado momento, ela ganhou celeridade que surpreendeu com a verdadeira mudança. Iluminação, calçadas, tudo completamente diferente”, lembra a advogada Ingryd Lustosa, 23 anos, que reside próximo à via há mais de 20 anos.

Desde sua implantação, em 2015, o projeto do sistema BRT Belém foi pensado para além da estrutura de mobilidade urbana, ele também visava a urbanização da via, que nunca tinha recebido serviço de drenagem, por exemplo. Desta forma, o projeto da Prefeitura de Belém envolveu além da estrutura do sistema de transporte, uma nova avenida, que viesse trazer não apenas acessibilidade, trafegabilidade e mobilidade, mas também, bem-estar e qualidade de vida dos moradores da área, eliminando a desordem, os alagamentos e os buracos da via.

Para Ingryd, passar pelos transtornos de uma obra trouxe bons resultados. “Demorou demais, mas valeu à pena. A avenida está finalmente sinalizada, iluminada, com as calçadas amplas e acessíveis para ciclistas. Não foi uma obra que só fez remendos no asfalto, foi feito uma obra completa desde o serviço de esgoto. A via ficou melhor para os carros, ciclistas e pedestres”, acrescentou a advogada.

A movimentação, principalmente nas calçadas, agora é diferente. Ela passou a ser utilizada por quem é de direito: pedestres e ciclistas, cada um no seu espaço, com isso o tráfego ganhou mais segurança e consequentemente, o número de ocorrências de acidentes diminuiu.

Dona Letícia Pereira, 66 anos, mora na Rua da Paz, no bairro Mangueirão, e há dois anos tira o sustento da família com a venda de tacacá na via, às proximidades da Arena Guilherme Paraense (Mangueirinho). Ela conta que acompanhou todo o desenvolvimento da obra na via e admite as melhorias entregues pela Prefeitura. “Aqui era assalto todo dia, toda hora, agora reduziu bastante”, relatou a vendedora, que admitiu se sentir mais segura em trabalhar no local.

A tranquilidade a qual dona Letícia atribui é, também, em relação à iluminação pública que foi totalmente substituída, e possibilitou às pessoas utilizarem as calçadas para a prática de esporte e lazer com mais segurança. São cerca de 200 novos equipamentos com luminárias em LED implantados ao longo da via, no perímetro entre o Entroncamento e a Estação Mangueirão, que seguirá por onde a obra estiver ocorrendo.

“A gente nota que até o trânsito  mais organizado, os atropelamentos também diminuíram”, afirmou a vendedora, ao comentar o fato da via ter ganhado novas calçadas e ciclovias sinalizadas.

Expansão

A Augusto Montenegro se tornou uma via completa, com a melhoria de acesso, o comércio também sofreu um incremento de empreendimentos, outras redes de serviços chegaram à avenida como empreendimentos educacionais, shoppings centers, supermercados, inclusive os imóveis na área sofreram significativa valorização, e empreendimentos imobiliários foram concluídos devido a essa valorização.

As obras avançam sentido Icoaraci, onde parte da via e calçadas começam a receber infraestrutura completa, além da construção do Terminal Tapanã. De acordo com o titular da Secretaria Municipal de Urbanismo (Seurb), Adinaldo Oliveira, sabe-se que àqueles que moram ou transitam entre a avenida Centenário-Icoaraci já estão sentindo os impactos da obra. “Sabemos que causa transtornos, mas esperamos a compreensão de todos, pois a obra é para trazer melhorias na qualidade de vida de todos”, explicou.

Estágio - Agora, já na reta final, entre a avenida Centenário e o Tapanã, a pista expressa do BRT foi concluída. O viaduto no cruzamento com a avenida Centenário, foi liberado para tráfego e passa pela última etapa de obras. Já o Terminal Tapanã, na altura da avenida Mário Covas, está em fase de acabamento e conclusão do viário no entorno. As três estações do trecho também estão em fase de acabamento. No trecho do Tapanã a Icoaraci, estão em andamento cinco estações, o último trecho da pista expressa e o Terminal Maracauera.

A obra está orçada em R$ 263 milhões, e tem o financiamento do projeto do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), da Caixa Econômica Federal. A contrapartida da Prefeitura corresponde a aproximadamente, 16% do montante do recurso liberado pela Caixa.

 

*Colaborou Dáleth Oliveira

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