Polícia Civil prende criminosos no município de Portel

A Polícia Civil do Pará deu continuidade à operação policial para desarticular uma associação criminosa ligada a assaltos, homicídios e tráfico de drogas em Portel, na Ilha do Marajó. Dois homens e quatro mulheres foram presos, nesta quinta-feira (10), na ação deflagrada por policiais civis da delegacia do município e do Grupo de Pronto-Emprego (GPE), equipe tática da Polícia Civil.

Os presos são Mateus Nascimento Araújo, Evandro de Almeida Correia, Alzenir da Silva Cardoso de Souza, Gizele Ferreira de Figueiredo, Talita Nascimento de Oliveira e Daniela Costa da Silva. Eles são comparsas de três criminosos que morreram após trocar tiros com as equipes policiais em Portel, no dia 1º de maio.

A operação, explica o delegado Paulo Junqueira, titular da Delegacia de Portel, é resultado de uma série de ações desenvolvidas pela Polícia Civil na 8ª Região Integrada de Segurança Pública do Marajó Ocidental, sediada em Breves, e que abrange dez municípios do arquipélago marajoara.

Inicialmente, detalha o policial civil, foi preso Mateus Araújo, com quem foi apreendido mais de meio quilo de pedras de "crack", droga derivada da cocaína. Foram apreendidas também duas armas de fogo (uma espingarda calibre .20 e um revólver .32) e sete cartuchos dos mesmos calibres das armas.

Logo em seguida, os policiais prenderam Evandro Correia. Na casa dele foram apreendidos 150 gramas de cocaína, um revólver calibre .38, cinco munições do mesmo calibre e R$ 386 em dinheiro do tráfico das drogas. Natural de Santa Izabel do Pará, Mateus já responde processos criminais por tráfico de drogas, receptação de roubo e violência doméstica contra mulher.

Já as quatro mulheres foram presas acusadas de tráfico de drogas e associação para o tráfico. Entre elas, Daniela Silva responde a três inquéritos na Polícia Civil, em Belém, por praticar roubos majorados (com uso de arma de fogo). Segundo o delegado Paulo Junqueira, as mulheres já eram investigadas por envolvimento em crimes no município.

Dentre as presas, apenas Gisele Figueiredo nasceu em Portel, enquanto que as demais são procedentes de Belém e estavam na cidade apenas para cometer crimes. Os três roubos com uso de arma de fogo cometidos por Daniela foram praticados com outras pessoas. Em Portel, ela também vai responder pelo crime de falsa identidade, por ter se apresentado com outro nome na sede de delegacia do município.

Intervenção policial

Os presos estão ligados aos três assaltantes que morreram após trocar tiros com os policiais no dia 1º de maio deste ano, em Portel. Na época, por volta das 6 horas da manhã, os policiais civis receberam informações sobre uma residência, localizada no bairro da Portelinha, na qual estariam escondidos assaltantes integrantes de uma associação criminosa no município.

Segundo as informações recebidas pelos policiais civis, o grupo criminoso teria sido responsável pelo assalto ocorrido no dia 30 de abril deste ano, quando três homens invadiram a empresa CF Distribuidora, renderam os funcionários e, mediante violência e grave ameaça, com uso de armas de fogo, roubaram R$ 14 mil.

Os policiais civis de Portel em conjunto com policiais civis do Grupo de Pronto-Emprego foram até a casa e, no momento da chegada ao local, foram recebidos a tiros vindos de dentro do imóvel. Houve troca de tiros, em revide aos disparos deflagrados pelos suspeitos, que foram baleados na casa.

Os policiais civis prestaram socorro aos suspeitos, que foram levados imediatamente até o Hospital Municipal de Portel, onde faleceram. Na casa, os policiais civis apreenderam três armas de fogo; cinco telefones celulares; sete munições de calibre .380; quatro munições de calibre .38; 100 gramas de pedra de "crack", além de ferramentas e botijão de gás usado em maçarico para cortar cofres; e roupas usadas no assalto à empresa em Portel.

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