Brigadistas do Hospital Metropolitano resgatam vítimas em simulação de incêndio

A atividade envolveu 32 brigadistas e 26 bombeiros, além de voluntários e colaboradores, que interpretaram pacientes resgatados na simulação de incêndio (Foto: ASCOM HMUE)

A farmacêutica Paula Ledo viveu um dia de trabalho diferente no Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência, em Ananindeua (PA). Ela foi resgatada e colocada em uma maca, no terceiro andar da unidade, por membros da brigada de incêndio. A colaboradora participou da simulação de incêndio, na quinta-feira (10).

Apesar de ter ficado com um pouco de medo de ser uma “vítima” na simulação, Paula aprovou a atividade. “Deu um medo, ainda mais na hora que a gente desce amarrada na maca. Dá um frio na barriga, mas a gente sabe que o pessoal faz um trabalho bacana e que é para eles aprenderem. Achei muito importante. Esperamos que nunca aconteça algo assim, mas se acontecer já sabemos como agir”.

O simulado foi organizado pelo hospital em parceria com o Corpo de Bombeiros e os voluntários da Cruz Vermelha, com a coordenação do médico José Guataçara, responsável pelo Pronto Atendimento do HMUE. A atividade envolveu 32 brigadistas da unidade e 26 bombeiros, além dos voluntários e alguns colaboradores que interpretaram pacientes que foram resgatados e tirados do prédio por conta de um princípio de incêndio.

Para o comandante do grupamento de Socorro e Emergência, Tenente-coronel Sarquis, este tipo de simulado é importante para o treinamento dos brigadistas, que são os primeiros responsáveis a socorrer e acionar o Corpo de Bombeiros em caso de algum sinistro. “Os brigadistas dão o primeiro contato, nossa interação é total. Eles devem estar totalmente treinados, pois realizam a primeira ação, que neste caso foi tentar controlar um incêndio. Simulamos a seguinte situação: os brigadistas não conseguiram debelar o incêndio e tiveram que fazer a evacuação do prédio até a chegada dos bombeiros. Até os bombeiros chegarem é fundamental a ação dos brigadistas”, explicou.

O Hospital Metropolitano, que é gerenciado pela Pró-Saúde Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar por meio de contrato com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), tem atualmente uma equipe de brigada de incêndio formada por 52 colaboradores.

Os brigadistas passam por treinamentos constantes, mas esta foi a primeira vez que atuaram em uma simulação de incêndio, resgatando as vítimas e ajudando na evacuação do prédio. A primeira experiência serve para preparar os colaboradores. “Essa simulação é justamente para a gente corrigir algumas coisas. Nós já havíamos feito treinamentos sobre a retirada dos pacientes, mas esta foi a primeira simulação abrangendo toda equipe, com os parceiros, exatamente para que víssemos a atuação da brigada, o tempo de resposta dos nossos parceiros, etc. Faremos uma avaliação da atividade e depois programaremos uma nova simulação”, destacou a coordenadora do Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (SEMST), Walquíria Rocha.

Além do Corpo de Bombeiros e da Cruz Vermelha, também apoiaram a atividade o Exército, a Marinha, a Aeronáutica e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que disponibilizaram ambulâncias para o deslocamento das vítimas durante a simulação.

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