Filhos prestam homenagens às mães que partiram nos cemitérios de Belém

A família de Osvaldina Cardoso, que faleceu há 14 anos, chegou cedo ao Cemitério de São Jorge, no bairro da Marambaia, para homenagear a memória da matriarca neste domingo, 13, Dia das Mães. O túmulo foi decorado com flores e laços coloridos e o sentimento dos filhos, filhas e netos era de saudade, recordações e amor. “Nossa mãe foi dedicada, nos educou no padrão antigo e hoje estamos aqui para rezar e deixar nossa homenagem”, disse a filha Silvia Cardoso.

No cemitério de Santa Isabel, no bairro do Guamá, o movimento começou no sábado, 12. A diretora do Departamento de Necrópoles da Secretaria Municipal de Administração (Semad), Simone Aguiar, disse que a estimativa era de receber 35 mil visitantes no cemitério de Santa Isabel durante a semana do Dia das Mães. Agentes da Guarda Municipal de Belém (GMB) e da Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana de Belém (Semob) atuaram no esquema de segurança e trânsito.

Antes do meio-dia deste domingo, o clima era de tranquilidade nos dois maiores cemitérios de Belém. A maior movimentação ficou por conta dos vendedores de flores, velas e dos zeladores que limpavam sepulturas. O vendedor de flores Nilson Borges disse que as vendas estavam dentro da expectativa. “Está saindo devagar, mas acredito que vai render um pouquinho mais, hoje”, disse. As flores preferidas dos filhos são as rosas. A unidade era comercializada ao preço de R$ 5.

A artesã Francisca da Silva inovou e confeccionou pequenos arranjos que serviam também como presentes para as mamães. O preço variava entre R$ 15 e R$ 1. “Eu sempre vendo aqui na porta do São Jorge e hoje está saindo bem tanto as flores como os arranjos”, disse.

O cemitério de São Jorge é um dos mais antigos de Belém. A necrópole foi inaugurada em 1959 e possui 46 mil sepulturas. Para receber o público no Dia das Mães, a Prefeitura de Belém realizou serviços de limpeza e capinação em toda a área do cemitério e entre os túmulos.

No São Jorge foi rezada uma missa pelo diácono Onildo Botelho, da Paróquia de Jesus Ressuscitado. Em sua homília, o religioso destacou a importância do papel maternal na condução e doação total aos filhos. “Nossa mensagem também é de esperança, pois neste domingo estamos festejando o Dia de Nossa Senhora de Fátima”, explicou o diácono.

Quem foi aos cemitérios encontrou um trânsito tranquilo. Agentes da Semob supervisionaram as vias de maior concentração de tráfego. E dentro das necrópoles, a segurança ficou por conta da Guarda Municipal, que consideraram o movimento tranquilo. O esquema de segurança também recebeu o apoio do Corpo de Bombeiros.

Para os zeladores, o movimento não foi o esperado porque muita gente se antecipou à visitação e foi ao cemitério ainda no sábado, pela manhã. A zeladora Izaura Gouveia, que trabalha no Santa Isabel há 26 anos, aguardava por familiares das pessoas sepultadas. “Eu estou tranquila porque já limpei todas as sepulturas que eu cuido”, disse.

Quem foi ao cemitério no sábado pela manhã não enfrentou problemas de acesso e obtenção de informações. As secretarias das duas necrópoles funcionaram normalmente no atendimento ao público. “Eu moro no bairro da Sacramenta e não encontrei problema no trânsito até aqui. Hoje está bem tranquilo, ideal para fazer as orações e deixar minha homenagem à minha mãe, que faleceu há um ano”, disse Valdir Pacheco.

Os irmãos Olga e Otacílio Oliveira homenagearam a mãe, Raimunda Oliveira, que morreu com 100 anos de idade. “Tem quatro anos que ela morreu, mas não nos esquecemos dela um só dia porque ela foi muito importante para família e somos eternamente gratos por tudo que ela fez por nós, os filhos, netos e bisnetos”, disse Olga.

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