Estudantes do Pará apresentam projetos de preservação ambiental

A III Conferência Estadual Infantojuvenil pelo Meio Ambiente, realizada em Belém nesta terça-feira (15), reforçou o protagonismo da juventude na busca de soluções para os desafios ambientais nas cidades brasileiras. Essa foi a última etapa de preparação dos estudantes, de 11 a 14  anos, de escolas estaduais, municipais e particulares para a V Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente, a ocorrer em Brasília (DF), de 15 a 19 de junho. A Conferência Nacional é uma iniciativa do governo federal, por meio dos ministérios do Meio Ambiente, Educação e Esporte. Dez mil escolas participam da programação em todo o País. No Pará, são 172 escolas, de 22 municípios.

No evento estadual, cuja comissão organizadora contou com a atuação da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), foram definidos 19 projetos e 19 delegados para a Conferência Nacional. Será a representatividade do Pará no debate sobre o tema “Vamos cuidar do Brasil cuidando das águas”.

Engajamento - Na abertura da Conferência Estadual, a representante do Coletivo Jovem de Meio Ambiente Pará, Evelyn Nunes, enfatizou que a entidade fomenta a formação, participação e engajamento de jovens em projetos e iniciativas que fomentam a cidadania. A intenção é incentivar o protagonismo juvenil na tomada de decisões de políticas públicas. “Acreditamos no empoderamento social, principalmente dos jovens”, ressaltou.

A diretora de Educação Ambiental do Ministério do Meio Ambiente, Renata Maranhão, destacou que a realização da Conferência Nacional será marcada pela superação de obstáculos, pela difícil conjuntura econômica brasileira, mas se configura como um desafio que vale a pena, por se tratar da água como um bem comum.

Renata Maranhão frisou que a escola é um espaço propício para a conscientização de estudantes, servidores e familiares, a partir do debate sobre a temática do evento. “A Conferência é um processo educativo que não se esgota aqui, e traz ânimo para os jovens na busca de soluções para os desafios”, arrematou.

Bem coletivo - A secretária de Estado de Educação, Ana Claudia Hage, relacionou a necessidade de preservação da água, como bem coletivo, à conscientização de jovens sobre conservação da escola como bem público. Segundo a secretária, mesmo que no Pará não seja possível restringir o uso de água em hotéis, como ocorre em outras cidades, é preciso preservar esse recurso natural e indispensável à vida humana e aos ecossistemas, em particular na Amazônia.

Essa atitude de preservação é preciso ter na escola, frisou Ana Claudia Hage, informando que “um total de 50 mil carteiras escolares foram quebradas em um ano. Nós estamos repondo esses equipamentos, mas isso demonstra o quanto se precisa cuidar melhor da escola como bem público”.

Recursos hídricos – Entre os projetos definidos para a Conferência Nacional está o apresentado pela Escola Estadual Padre Dubois, de Salinópolis (nordeste paraense), voltado à preservação de nascentes de rios, em particular da Fonte do Caranã. O projeto foi exposto pela aluna Lilia Lopes, 14 anos, e pelo professor Dênis Leal.

A bióloga Cristina Arruda informou que na Escola Estadual Joaquim Viana, localizada em Ananindeua (Região Metropolitana de Belém), o projeto “Água, Sim; Lixo, não” incentiva a coleta seletiva nas escolas para preservar os lençóis freáticos do chorume (líquido da decomposição do lixo).

A Escola Municipal Antônia Tavares, em Soure (Arquipélago do Marajó), apresentou o projeto “Água, o colostro da Mãe Natureza”, que incentiva o uso de filtros caseiros para reutilização da água cinza, proveniente da pia da cozinha.

“Eu estou mais consciente sobre o meio ambiente a partir das ações na Conferência”, declarou a aluna Emilis Dantas, 13 anos, que cursa o 8º ano do ensino fundamental na Escola Antônia Tavares.

Nesta quarta-feira (16), durante a decisão da Copa Verde de Futebol, em Belém, serão premiados os vencedores do concurso da redação da Copa Verde 2018. O concurso integra a Conferência Nacional.

Comentários