Funcionários do Centro Integrado de Reabilitação conhecem o Plano Existir

Apresentar o Plano Estadual de Ações Integradas para a Pessoa com Deficiência – Existir, que o Estado desenvolve para as pessoas com deficiência, foi o objetivo principal do encontro realizado na tarde desta quarta-feira (16), no auditório do Centro Integrado de Inclusão e Reabilitação (CIIR), em Belém. Cerca de 40 funcionários da instituição participaram do evento. Prestes a ser inaugurado, os cerca de 300 trabalhadores, diretos e indiretos, passam por treinamento para atender com excelência os usuários dos serviços que serão prestados.

No CIIR vai funcionar um Centro Especializado em Reabilitação (CER IV) para usuários com deficiência auditiva, física, intelectual e visual; uma oficina ortopédica e um Centro de Especialidades Odontológicas (CEO II). A obra, orçada em mais de R$ 32 milhões, com recursos do Tesouro estadual, faz parte das ações do Governo do Pará destinadas a ampliar serviços já oferecidos pela Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa). O Centro será administrado em parceria com o Instituto Nacional de Desenvolvimento Social e Humano (INDSH).

“Viemos aqui para reforçar essa parceria entre governo e Instituto na prestação de serviços. É fundamental que quem vai prestar atendimento conheça o que já vem sendo desenvolvido pelo Estado para a pessoa com deficiência”, disse a diretora-geral do NAC, Daniele Khayat, que participou do encontro.

Mais de 1,8 milhão de pessoas no Pará - aproximadamente 24% da população - declararam, em pesquisa realizada pelo Censo de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ter algum tipo de deficiência, incluindo visual, motora, auditiva e intelectual.

Os serviços já oferecidos pela Sespa à pessoa com deficiência estão incluídos na política estadual realizada por órgãos que integram o Comitê Gestor do Plano Existir, lançado pelo governo do Estado em 2012, e atualmente vinculado ao Núcleo de Articulação e Cidadania (NAC), com o compromisso de garantir ações a partir dos eixos saúde, educação, acessibilidade e inclusão social, para a promoção dos direitos fundamentais da pessoa com deficiência.

Integram o Plano Existir 18 órgãos públicos estaduais: Agência de Regulação e Controle de Serviços Públicos (Arcon); Companhia de Habitação do Pará (Cohab); Escola de Governança do Estado (EGPA); as fundações Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa), Carlos Gomes (FCG) e Cultural do Pará (FCP); Núcleo de Articulação e Cidadania (NAC); Imprensa Oficial do Estado (IOE); Universidade do Estado do Pará (Uepa); Defensoria Pública; Polícia Militar e as secretarias de Estado de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda (Seaster), de Ciência, Tecnologia e Educação Profissional e Tecnológica (Sectet), de Desenvolvimento Urbano e Obras Públicas (Sedop), de Educação (Seduc), de Esporte e Lazer (Seel), de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh) e de Saúde Pública (Sespa).

Após a apresentação do Plano Existir, pela coordenadora do Comitê Gestor, Meive Piacesi, a professora Ana Irene Alves de Oliveira, da Uepa, que coordena o Núcleo de Desenvolvimento em Tecnologia Assistiva e Acessibilidade (Nedeta), explicou os serviços prestados na Unidade de Ensino-Assistência de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (Ueafto), localizada no Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS), em Belém. Em abril foram entregues as novas instalações da Unidade, que é um Centro Especializado em Reabilitação (CER II).

A Ueafto foi habilitada em CER II em 2014, quando ficou apta ao atendimento de dois tipos de especialidade: deficiência física e intelectual. Desde então, tornou-se referência na Região Metropolitana de Belém e municípios vizinhos, inclusive para o Arquipélago do Marajó, com a realização de quase 06 mil atendimentos mensais. “Estamos aqui para sermos parceiros e nos ajudarmos”, ressaltou a coordenadora.

Coordenadora estadual da Pessoa com Deficiência, da Sespa, Iracy Tupinambá abordou a política estadual, e em seguida a 1º tenente Patrícia Ribeiro, terapeuta ocupacional e coordenadora do programa, falou sobre os benefícios do tratamento oferecido pela Polícia Militar do Pará, há 24 anos, para pessoas com deficiência, no Centro Interdisciplinar de Equoterapia (CIEQ-Belém).

Atendimento - Para receber atendimento no CIIR, a pessoa com deficiência deve primeiro ter passado por uma Unidade de Referência Especializada (URE), da Sespa, para ser encaminhada, a partir do Sistema de Regulação (Sisreg).

Outras duas formas de acesso são por meio da Coordenadoria de Educação Especial, da Seduc, exclusiva pala alunos da rede pública, e do Centro Integrado de Inclusão e Cidadania, da Seaster, para a comunidade em geral.

Todos passarão por triagem e, posteriormente, serão direcionados a partir do Sisreg para o CIIR. O local começará a receber usuários cerca de 20 dias após a inauguração. Não haverá atendimento espontâneo, e sim um trabalho organizado, que prevê marcação prévia e encaminhamento da pessoa com deficiência, para o devido atendimento.

 

Comentários