Promoções valorizam servidores da segurança e trazem estabilidade financeira

Um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), realizado em 2017, divulgou o ranking das profissões mais vantajosas do país de acordo com o salário, jornada de trabalho, facilidade de conseguir um emprego e cobertura previdenciária. Entre as cinco primeiras está a carreira militar.

No Pará, a política de promoções desses profissionais é um compromisso de Governo e vem sendo realizada duas vezes ao ano, como explica o diretor do Departamento Pessoal da Polícia Militar, Thales Belo. “Existem duas datas de promoção na Polícia Militar do Pará: uma em 21 de abril e outra em 25 de setembro. Antes de chegar a essas datas, todos os policiais que preenchem os pré-requisitos para ascender de patente, quando há vagas, são convocados e avaliados por diversos critérios, entre eles, elogios recebidos por bom desempenho, bom comportamento, recebimento de medalhas, entre outros”.

Ainda de acordo com o diretor, essa política vem se mantendo ao longo do atual governo. Desde 2011 até abril deste ano, foram promovidos 1.458 oficiais e 10.930 praças. “É importante garantir essa ascensão funcional. Quando o policial militar mostra um bom comportamento e preenche os requisitos necessários, existe uma comissão de promoção, composta por sete pessoas, que julga quem está apto a ser promovido. Isso é importante para a carreira do policial, porque além de ter o reconhecimento pelo bom serviço prestado, ele recebe aumento de salários, o que mostra nossa preocupação com a valorização do servidor”, complementou o diretor do Departamento Pessoal da PMPA.

Um dos exemplos é o Cabo Antônio Donato, que entrou na corporação em 2005. Ele já trabalhou na segurança de chefe de Estado, na Ronda Tática Metropolitana (Rotam) e no Comando de Missões Especiais na área de inteligência da PM, conta às possibilidades que encontrou dentro da carreira. “Sempre tentei inovar nos meus serviços e ir além dos cursos que a própria PM faz. Um dos ‘investimentos’ que fiz foi aprender a operar drones. Usei isso em várias operações. Uma delas foi de reintegração de posse onde coloquei o drone para voar, avaliei a área e consegui concluir a missão sem precisar usar força ou gastar munição. Fui reconhecido por isso e hoje atuo em outras frentes de trabalho. Isso é muito gratificante”, concluiu.

Bombeiros

A política de promoções segue também em outras instituições, como por exemplo, no Corpo de Bombeiros. Entre 2014 e abril de 2018, foram promovidos 2043 praças e 218 oficiais, totalizando 2.261 promoções.

O subtenente Jorge Gaia, já contabiliza 28 anos na corporação e se diz grato pelo trabalho desempenhado. “Faltam apenas dois anos para me aposentar e me sinto tranquilo sabendo que terei garantida uma boa remuneração. Se tivesse ficado na profissão que iniciei minha carreira profissional, que foi torneiro mecânico e soldador, nem sei como estaria hoje”, diz orgulhoso.

Jorge conta nunca ter pensado em ser uma militar e que a carreira era um sonho da mãe. “Nunca imaginei ser bombeiro, policial, servir o Exército ou algo do tipo, mas minha mãe insistiu muito não só comigo, mas com meus outros três irmãos. Hoje agradeço muito a ela por ter ajudado. Meus irmãos não seguiram o mesmo caminho e não tiveram a mesma sorte que eu”, completou o bombeiro.

O subtenente entrou na corporação em 1990 por meio de concurso, passou por quatro promoções durante a carreira. A primeira em 1996, quando passou para cabo após curso de formação interno, depois para sargento em 2006, passando por 3º, 2º e 1º sargento e a última, oficializada em 21 de abril deste ano, quando chegou a subtenente. “Ao longo dos anos vamos fazendo diversos cursos de formação e nos especializando e melhorando. Somos reconhecidos e para um profissional não tem nada melhor do que ser valorizado e isso também significar aumento de salário”, finalizou.

Investimento

Apesar do cenário de estagnação econômica generalizado, o Pará tem mantido a segurança pública como prioridade de Governo, não cessando investimentos, especialmente na área de infraestrutura, em busca de incentivar, cada vez mais, uma cultura de paz e o enfrentamento da criminalidade e da violência.

Em 2017, o valor investido pelo Estado na área de segurança pública foi de R$ 2,674 bilhões, 65% desse valor foi gasto com despesas de pessoal (folha de pagamento) e 35% com as despesas de custeio (manutenção das atividades) e de investimentos (obras e aquisição de equipamentos). Ressalte-se ainda que, do total das despesas realizadas em 2017, R$ 2,34 bilhões foram contabilizados pelos órgãos na função específica de segurança.

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