Ceasa prevê reabastecimento completo de hortifrutigranjeiros para a quinta-feira

Quem foi às Centrais de Abastecimento do Pará (Ceasa-PA) nesta segunda-feira (4) já conseguiu adquirir diversos hortifrutigranjeiros que estavam em falta por conta da greve dos caminhoneiros. (Foto: Sidney Oliveira/Ag. Pará)

Quem foi às Centrais de Abastecimento do Pará (Ceasa-PA) nesta segunda-feira (4) já conseguiu adquirir diversos hortifrutigranjeiros que estavam em falta por conta da greve dos caminhoneiros. O movimento, que durou mais de 10 dias em todo o país, prejudicou o abastecimento desses produtos em quase todas as cidades brasileiras. No Pará, por exemplo, as poucas sacas de batata que restavam para venda, durante a greve, chegaram a custar R$ 220.

De acordo com o levantamento feito pela Ceasa do Pará, desde o final da semana passada até hoje, já entraram 166 caminhões no entreposto, sendo 138 com produtos importados e 28 regionais. “Ainda não atingimos a normalidade, mas os consumidores já conseguem adquirir quase todos os tipos de hortifrutigranjeiros. O preço ainda está um pouco acima, mas não o mesmo da semana da greve, o que é normal, dada a lei da oferta e da procura. Chegaram caminhões vindos da Bahia, Pernambuco, São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Ceará, os estados que mais importam para cá. Entre os regionais, já voltamos a ter abacaxi, limão, laranja e mamão, por exemplo, que vieram de Salvaterra, Floresta do Araguaia e de outros municípios do nordeste do Estado”, explicou Rosilvado Batista, diretor técnico da Ceasa-PA.

Ainda de acordo com o técnico, a previsão de normalização e regularidade na oferta de produtos é para a próxima quinta-feira (7). “Mais caminhões chegarão de quarta para quinta e acreditamos que estaremos 100% abastecidos e de volta à realidade. O que ainda estava atrapalhando eram as notícias falsas que circulavam sobre uma nova paralisação. Isso fez com que alguns atacadistas comprassem menos, mas agora que tudo foi desmentido, podemos afirmar que ainda esta semana tudo estará normalizado”, concluiu Rosivaldo Batista.

Entre os atacadistas, Francisco Andrade, que trabalha na Ceasa há mais de 30 anos, confirma as informações sobre o movimento. “Ainda não está normal de fato, mas melhorou bastante. Estava vendendo a saca da batata a pouco mais de R$ 200 na semana passada e agora já está entre R$ 140 e R$ 150. Temos batata, cebola, repolho, cenoura e acredito que com a próxima leva de caminhões tudo estará normalizado mesmo”, concluiu.

Bloqueios

No Pará, 20 pontos de obstrução de estradas foram registrados durante a greve dos caminhoneiros. No início da semana passada o Governo do Estado anunciou a realização de várias ações para diminuir o desabastecimento e garantir a manutenção dos serviços básicos das áreas de segurança, saúde e abastecimento de água.

Foram realizadas operações para levar alimentos para municípios desabastecidos em diversas regiões do Pará e uma para desobstrução dos bloqueios das rodovias, que teve a participação do Exército, Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup), Batalhão de Policiamento Rodoviário da Polícia Militar, Polícia Rodoviária Federal, além do Grupamento Aéreo de Segunda Pública (Graesp). Os 20 locais desobstruídos no Pará integravam os 1.460 pontos bloqueados pelos caminhoneiros em todo o Brasil.

Saúde

A Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) informa que a partir desta segunda-feira, 4, todas as cirurgias eletivas passam a ser realizadas normalmente. A Sespa ressalta, ainda, que há baixa no estoque de sangue da Fundação Hemopa. Diante disso, a secretaria faz um apelo aos doadores para que se dirijam ao Hemopa e, assim, reforcem a quantidade de bolsas de sangue no hemocentro estadual.

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