Parcerias celebram abertura de campanha de doação de sangue no Hemopa

A abertura da Campanha da Copa, promovida pela Fundação Centro de Hemoterapia e Hematologia do Pará (Hemopa), neste sábado (9), foi marcada por alegria, descontração, apresentação cultural, comemoração de aniversário, prestação de serviços de saúde e até demonstração de jiu-jitsu. Todos tiveram um único objetivo: chamar atenção da população para a necessidade de aderir à campanha visando abastecer o estoque do banco de sangue.

A campanha estratégica ganhou força com o engajamento da Academia Jiu-Jitsu “Fábio Ferraz”, que levou o tatame com cerca de 20 crianças e adolescentes para o pátio do hemocentro, com a finalidade de incentivar a doação de sangue nesse segmento que a academia acolhe voluntariamente, por meio do projeto “Construindo o amanhã”, que se enquadra no perfil do projeto “Doador do Futuro”, desenvolvido pelo hemocentro desde 1994.

Segundo o professor e um dos coordenadores do projeto, Enzo Melo, atualmente o projeto atua com crianças e jovens nos polos do Tapanã, Telégrafo, Pedreira e, mais recentemente, no distrito de Mosqueiro. “Estamos aqui para apoiar a doação de sangue entre nossas crianças e seus familiares. Assim como o Hemopa necessita de doação para manter o atendimento da rede hospitalar, nós dependemos de doações e de voluntariado para manter nosso projeto, para tirar meninos e meninas da rua, por meio do jiu-jitsu, da educação e da disciplina”, ressaltou.

Essa ação também é desenvolvida, paralelamente, com o projeto “Sons das Artes”, que é coordenado pelo professor de Jiu-Jitsu Érik Santos, por meio de oficinas para estudantes de escolas públicas. “Levamos música aos alunos que também aprendem jiu-jitsu, capoeira e ainda têm reforço escolar de português e matemática”. Em ambos os projetos a meta é ter um bom rendimento escolar.

Segundo a gerente de Captação de Doadores, a ideia principal desta iniciativa é promover a sensibilização de entidades e pessoas ligadas ao esporte. “No período de 9 a 16 de junho, teremos atrações culturais e esportivas, caravanas solidárias, aniversariante solidário, estandes de parceiros e lanche especial junino para os doadores. Tudo foi pensado com muito carinho para receber nosso doador”.

São pessoas como a universitária Júlia Torres, 40, que contribuem para o sucesso da ação, ao salvar vidas, periodicamente, com a sua coleta de sangue. Ela faz parte de um grupo “Doe Voluntariado” que atua em várias linhas, como o incentivo à coleta de sangue, especialmente voltada para pacientes oncológicos.

Presente na abertura da campanha, a presidente do Hemopa, Ana Suely Saraiva, agradeceu a participação de cada voluntário e lançou convite aos demais para comparecimento no decorrer da ação. “A campanha vai até o dia 16, mas a nossa necessidade de abastecer o estoque para atendimento da rede hospitalar é constante. Muitas vidas dependem de vocês. Doe sangue, sempre que puder”.

Essa experiência foi vivenciada pela primeira vez pelo jovem de 18 anos, Bruno Costa Leite, que enfrentou o nervosismo e doou sangue ao atender um convite de sua amiga. “Agora que superei essa fase, vou doar sangue outras vezes. Também vou incentivar o ato entre a turma de amigos”, prometeu o estudante, que faz parte do segmento de jovens entre 16 e 29 anos, que é responsável por mais de 50% das coletas efetivadas no Pará.

Já o aposentado Sebastião da Costa, neste mês, fechou um ciclo em sua vida. Depois de 45 anos como doador regular de sangue, ele fez sua última doação neste sábado, dia 9. “Estou completando uma missão em minha vida. E isso me deixa muito orgulhoso”.

Tudo começou quando uma vizinha precisou de sangue. A situação foi tão marcante que ele lembra a data exata da primeira doação: 9 de setembro de 1973. “Uma senhora que morava pertinho de casa adoeceu e precisou de transfusão. Aquilo me motivou muito e, desde então, passei a doar sangue de dois em dois meses”, conta.

Morador do distrito de Outeiro, Sebastião tem que pegar dois ônibus para ir até à Fundação Centro de Hemoterapia e Hematologia do Pará (Hemopa), no bairro de Batista campos, e mais dois para voltar para casa. “Faço esse sacrifício por que sei que muita gente precisa de sangue. Sou uma pessoa que tem boa saúde e posso ajudar. Por que não fazer? Sinto uma felicidade muito grande em poder ajudar”.

A última doação se deve ao fato do aposentado completar 69 anos em julho. Segundo a legislação que rege os hemocentros brasileiros, a faixa etária para se candidatar à doação é de 16 a 69 anos. E a data escolhida para esse último ato voluntário foi a abertura da “Campanha da Copa”, realizada pelo Hemopa para estimular a doação de sangue.

Tendo como tema “A solidariedade os une. Doe sangue”, a ação deve mobilizar mais de dois mil voluntários durante a semana. “O momento é festivo, mas a causa é nobre. Essa programação tem um sentido muito maior, que é proporcionar melhoria na saúde de quem depende de uma transfusão”, explica Juciara Farias, que informa a meta de 200 doações/dia, de 11 a 16 de junho. Até às 14h deste sábado, 261 voluntários atenderam o apelo do Hemopa e compareceram para doar sangue.

Para ser um candidato à doação de sangue, basta ter entre 16 e 69 anos (menores devem estar acompanhados do responsável legal), ter mais de 50 kg, estar bem de saúde e portar documento de identificação oficial, original e com foto. Homens podem doar com intervalo de dois meses e mulheres, a cada três meses.

Serviço:
A Campanha da Copa do Mundo “A solidariedade os une. Doe sangue” será de 9 a 16 de junho, sempre de 7h30 às 17h, no hemocentro coordenador e na Estação de Coleta Castanheira. De segunda a sexta-feira, de 10h às 18h, o serviço também é oferecido no posto da Ação Cidadania do Pátio Belém. Mais informações: 0800 280 8118.

Comentários