Governo do Estado entrega a moradores do 40 Horas escola reformada e ampliada

Com novas instalações, ampliada e equipada, a Escola Estadual Professora Consuelo Coelho de Souza abre um longo e promissor caminho para seus quase 800 alunos (Foto: Eliseu Dias / Ascom Seduc)

O Governo do Pará entregou nesta quarta-feira (13), reformada e ampliada, a Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Professora Consuelo Coelho de Souza, localizada em Ananindeua, município da Região Metropolitana de Belém. A unidade foi entregue à população pela secretária de Estado de Educação, Ana Claudia Serruya Hage, que representou o governador Simão Jatene. O evento reuniu os secretários adjuntos da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), educadores, estudantes e pessoas da Comunidade 40 Horas.  

A escola foi integralmente reformada, ganhou três novas salas de aula e outros ambientes, necessários ao funcionamento da administração e das atividades pedagógicas. Estão matriculados 785  alunos, sendo 230 do ensino fundamental maior (do 6º ao 9º ano) e 555 do ensino médio. As aulas serão ministradas nos três turnos, e duas turmas vão atender alunos  do Projeto Mundiar.

A obra, que faz parte do Programa de Melhoria da Qualidade e Expansão da Educação Básica, recebeu investimento superior a R$ 2,3 milhões, oriundo do financiamento obtido pelo governo do Estado no Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

A “Professora Consuelo Coelho de Souza” foi a terceira escola inaugurada desde março pela Seduc. Foram executadas obras de reforma e ampliação, que deixaram a unidade com 13 salas de aula (das quais, três novas) climatizadas, um laboratório de informática, laboratório multidisciplinar e salas para diretoria, coordenação técnica, professores e secretaria, além de cozinha, despensa e depósito.

A inauguração reuniu muitos estudantes e representantes da Comunidade da Rodovia 40 Horas. Em nome dos alunos, Fellipe Corrêa, 17 anos, do 3º ano do ensino médio, destacou, emocionado, as dificuldades enfrentadas (durante as obras), mas que foram superadas. Fellipe tem uma relação afetiva com a escola, onde estuda desde o 5º ano. “Meu pai estudou aqui a vida toda, e fez questão que eu e minha irmã também estudássemos aqui. Além deles, tenho primos que são alunos. A escola faz parte da minha família”, contou.

Estímulo - O gerente do Escritório de Projetos da Seduc, Paulo Machado, disse na cerimônia que a obra é resultado de um  esforço coletivo, da determinação do governo, da prioridade recomendada pelo próprio governador Simão Jatene e do empenho da secretária Ana Claudia Hage.

O secretário adjunto de Ensino, José Roberto Silva, ao reforçar o empenho da escola para melhorar o ensino, destacou que a missão da Seduc é fazer da educação paraense uma referência  regional, e pediu aos alunos que zelem pela escola.

O novo espaço é um fator de motivação para os alunos, o que pode levar a escola a melhorar o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), atualmente com a nota 3,1. “Esta é a hora de a comunidade escolar se apropriar desta nova estrutura e avançar na qualidade da educação, pois a melhoria não deve ser apenas estrutural, mas sim pedagógica. Não haverá um processo de mudança sem a autoavaliação da escola. A participação de todos é determinante para essa melhoria”, enfatizou Ana Claudia Hage.

Ao estudante Fellipe Corrêa, a secretária, em nome do governo, pediu desculpas pelas dificuldades que a comunidade enfrentou  durante a execução da obra. Reiterando o compromisso da Seduc com as mudanças, ela disse que gostaria de poder reformar todas as escolas da rede estadual, que tem cerca de mil unidades.

Ana Claudia Hage acrescentou que os estudantes “precisam provar que gostam mesmo da escola estudando, para mudar o Ideb”, e pediu a todos que ajudem a melhorar a qualidade do ensino. “Quero que vocês cobrem o empenho pedagógico. A qualidade do ensino não está nos prédios bonitos das escolas. O governo já fez a sua parte. Agora, o corpo técnico, os gestores e os alunos precisam se empenhar”, ressaltou a secretária.

Pacto pela Educação - A obra na Escola Professora Consuelo Coelho e Souza integra um pacote de quase 100 projetos do Programa de Melhoria da Qualidade e Expansão da Educação Básica, executado pela Seduc, concretizando o Pacto pela Educação – diretriz de governo que compromete instituições públicas e privadas na melhoria dos indicadores educacionais do Estado.

O investimento do programa equivale a 351 milhões de dólares (53,7% financiados pelo BID e 42,7% referentes à contrapartida do governo do Estado). Com recursos do Tesouro estadual estão em execução 30 projetos - sete com verbas federais e 34 com recursos do financiamento do BID. Cerca de R$ 200 milhões estão sendo investidos em infraestrutura (obras em escolas, reforma da sede da Seduc e instalações do Pro Paz em Santarém) e na implantação do Sistema Educacional Interativo (SEI), que visa ampliar a oferta do ensino médio no interior do Estado.

Motivação - Neste ano, a Escola Professora Consuelo Coelho de Souza completa 27 anos de fundação. O diretor atual, Carlos Fonseca, está no cargo há 16 anos, e acredita que agora os alunos vão estudar em uma escola “com novos ares, toda equipada, com acessibilidade, coleta seletiva de lixo e outras melhorias, que vão possibilitar e motivar a realização de inúmeros projetos pedagógicos”.

A comunidade aprovou a inauguração e renovou o apreço pela escola, que atende estudantes da Comunidade 40 Horas. A servente Maria Madalena dos Santos, 66 anos, trabalha na unidade educacional há 22 anos. Emocionada, ela ressaltou sua relação com a escola. “Vi muitas fases da escola, mas em nenhuma delas ficou tão bonita. Hoje, está maravilhosa! Fico muito triste quando vejo uma parede riscada ou uma carteira quebrada. Espero que, agora, os alunos cuidem da escola como se fosse a casa deles”, declarou.

A merendeira Maria José Ribeiro, 62 anos, é outra veterana. Moradora do bairro, há 20 anos é servidora da Seduc. “Além de trabalhar aqui, sou mãe de ex-aluno. Meu filho iniciou os estudos aqui, e hoje ele trabalha na área da Saúde. Fico feliz de fazer parte dessa história”, afirmou. (Texto de Camila Barros).

 

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