Festividade de São João Batista homenageia padroeiro de Cametá

A festividade é organizada pela Arquidiocese de Cametá. Antes da construção da atual Igreja Matriz, em 1757, já existia uma capela dedicada a São João. (Foto: TONINHO CASTRO / PREFEITURA DE CAMETÁ)

A população de Cametá, na região de Tocantins, comemorou neste domingo (24), o último dia da festividade do padroeiro da cidade, São João Batista, que vem ganhando homenagem especial desde o dia 14 de junho. A devoção ao santo católico mais famoso da quadra junina é realizada há mais de três séculos e chegou com as primeiras famílias portuguesas que habitavam a região.

A tradição envolve toda a comunidade católica da cidade, com peregrinações nas instituições do município e nas casas dos devotos, Romaria das Águas, Auto de São João, Ciclo Romaria da Juventude, Círio das Crianças, missas seguidas do tradicional arraial em frente à igreja de São João Batista, com venda de comidas típicas, atrações culturais e um espaço para venda de artesanato.

Segundo Toninho Castro, diretor de Turismo da Prefeitura de Cametá, a festividade mobiliza moradores de várias partes da região. “Muitos chegam do interior para pagar suas promessas pelas graças alcançadas em preces ao santo que preparou a chegada de Jesus. A Prefeitura também dá sua contribuição para que a igreja secular ganhe novos ares, a sua praça é ornamentada e todas as noites o festejo traz a lembrança da cultura que não some e sempre se renova”, contou.

A festividade é organizada pela Arquidiocese de Cametá. Antes da construção da atual Igreja Matriz, em 1757, já existia uma capela dedicada a São João. De acordo com a Secretaria de Cultura de Cametá, a atual imagem de São João veio da França e foi doada por Dom Pedro II na metade do século XIX.

Segundo a Igreja Católica, São João Batista nasceu seis meses antes de Jesus Cristo, seu primo. O nome dele foi revelado por um anjo ao pai, Zacarias, que há muito tempo esperava que sua esposa, Izabel, tivesse um filho. João Batista viveu no deserto durante muitos anos, usando roupas feitas de pele de carneiro e se alimentando de mel e gafanhotos. Em suas pregações no deserto, ensinava que as pessoas deveriam se arrepender dos seus pecados e se batizar na água. Foi no Rio Jordão que batizou muitos convertidos.

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