Fonoaudiólogos do CIIR recomendam cuidado com a voz durante a Copa

Euforia, emoção e muita gritaria. Cenário de milhões de pessoas durante a Copa do Mundo de Futebol. Toda essa efervescência de sentimentos e um clima quente, como o do Pará, contribuem para aumentar as queixas de gripes, problemas na garganta e dificuldades respiratórias. Por isso, fonoaudiólogos do Centro Integrado de Inclusão e Reabilitação (CIIR) orientam a população sobre cuidados com a voz durante os jogos.

De acordo com a fonoaudióloga do CIIR, Ana Carolina Teixeira, a hidratação é o cuidado mais importante com a voz. “É preciso evitar a desidratação das pregas vocais. Tomar bastante água, em temperatura ambiente, é o melhor caminho. O ideal é deixarmos uma garrafa sempre por perto, para tomarmos de 15 em 15 minutos, pelo menos”, disse a especialista, ressaltando que alimentos apimentados, achocolatados e leite são propícios a gerar o conhecido “pigarro”.

Sem abusos – Outro cuidado que o torcedor deve ter durante os jogos é com os abusos vocais. Segundo o fonoaudiólogo Nelson Furtado, “se você tem costume de gritar e falar muito alto pode haver alterações e dilatações na prega vocal, inclusive o aparecimento de cistos”. A famosa “roquidão”, informou, é provocada pela disfonia (enfraquecimento da voz). A orientação dos profissionais é para que os torcedores falem no padrão normal, sem abusos.

Cuidadora de um usuário do CIIR, Rosilene da Silva admite ter receio de assistir aos jogos. “Eu já nem gosto de assistir. Fico nervosa, grito demais. No dia seguinte, sinto as consequências: garganta dolorida, ardência, mas não tem jeito”, contou. Assim como Rosilene, a terapeuta ocupacional do Centro, Waléria Gonçalves, também se arrepende do excesso após os jogos. “No último jogo que assisti no CIIR cheguei em casa com a garganta irritada. É preciso esse cuidado, porque na hora a emoção toma conta e não controlamos. Já estou me prevenindo com mel de abelha para o próximo jogo, porque eu grito mesmo”, disse Waléria.

No Centro Integrado de Inclusão e Reabilitação as pessoas com deficiência (PcD) só terão acesso aos serviços por meio de encaminhamento das Unidades de Referência Especializada (URE), vinculadas à Secretaria de Estado de Saúde do Pará (Sespa). O encaminhamento ao Centro é realizado via Sistema de Regulação (Sisreg). Não há atendimento espontâneo ou qualquer tipo de inscrição ou cadastramento no CIIR, que funciona na Rodovia Arthur Bernardes, 1.000, em Belém.

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