Centro Regional de Governo busca apoio para equoterapia em Marabá

A implantação do Programa de Equoterapia em Marabá, no sudeste paraense, está avançando. Novas medidas para viabilizar o projeto foram avaliadas pelo tenente-coronel Márcio Fernandes, diretor da Unidade de Reabilitação do Centro Interdisciplinar de Equoterapia (Cieq), de Belém, o embaixador do programa, Bruno Lins, e os coordenadores do Centro do Regional de Governo do Sudeste do Pará, Jane Dailha e Caetano Reis, além do vereador Márcio do São Félix.

A reunião ocorreu durante a 11ª edição dos Jogos Paralímpicos Paraenses em Marabá, na última semana. Segundo os participantes do encontro, o momento é de buscar parceiros dispostos a consolidar o projeto. Segundo Márcio do São Félix, “estamos dando passos largos para contribuir com a implantação desse serviço em Marabá. Estamos com um grupo de trabalho da equoterapia vencendo essa luta diária, de tentar apoio para isso”.

Bruno Lins, que tem paralisia cerebral, só começou a andar aos 10 anos de idade, graças à equoterapia. Hoje, além de atleta paralímpico, é professor de Educação Física, e vem trabalhando para que o projeto seja instalado em Marabá. “Eu espero voltar muitas vezes a essa cidade. Eu saio de Marabá com a minha mochila cheia de esperança de que o nosso projeto será implantado em breve aqui”, disse Bruno Lins.

Apoio garantido - O Centro Regional de Governo do Sudeste (CRGSP) garante total apoio à implantação do projeto em Marabá e já articula parcerias, informou Caetano Reis, coordenador de Desenvolvimento Econômico. “Temos viabilizado parceiros tanto na iniciativa privada, com as grandes empresas e a sociedade civil, para que a gente consiga orçamento para a implantação do projeto. Nesta reunião no CRG discutimos quais as prioridades na aquisição de materiais para a construção de uma cobertura para o atendimento”, acrescentou.

O Governo do Pará, por meio da Polícia Militar, ajudará a manter o serviço de equoterapia liberando quatro militares (equitadores), os cavalos e o espaço físico no 4º Batalhão da PM, além de garantir os cuidados com os animais (manejo, alimentação e atendimento veterinário).

De acordo com o projeto, a Prefeitura de Marabá cederá oito técnicos de nível superior - dois fisioterapeutas, dois psicólogos, um terapeuta ocupacional, um pedagogo, um fonoaudiólogo e um assistente social – para as atividades. O tenente-coronel Márcio de Pina Fernandes adiantou que algumas indústrias do setor mineral estão avaliando uma possível parceria.

“Já entregamos o projeto na Empresa Vale e na Siderúrgica Sinobrás, que estão em avaliação. Já temos uma estimativa de custo e estamos vendo essa costura entre governo do Estado, por meio da Polícia Militar, Prefeitura, iniciativa privada e sociedade. Em Marabá, as reuniões foram muito promissoras”, afirmou.

Desenvolvimento - A equoterapia é um método terapêutico e educacional que usa o cavalo nas áreas da saúde e educação, visando ao desenvolvimento psicossocial de pessoas com deficiência. A coordenadora de Administração e Finanças do CRG, Jane Dailha, formada em Serviço Social, destacou a abrangência do serviço.  “Em Marabá esse serviço vai atender pessoas com paralisia (lesão motora e cerebral), problemas neurológicos, com Síndrome de Down e Transtorno do Espectro Autista. A essencialidade deste projeto é desenvolver a área neuropsicomotora das pessoas com deficiência, utilizando o cavalo e o contexto equestre para a efetividade do aprendizado e a interação social”, explicou.

Há 20 anos o Centro Interdisciplinar de Equoterapia funciona em Belém, e já instalou unidades em Castanhal e Santarém. Para o tenente-coronel Márcio Fernandes, uma cidade do porte de Marabá deve ter o programa de equoterapia para “atender a demanda de crianças e adolescentes que estão precisando do tratamento, que é cientificamente comprovado e tem resultados”.

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