Professores e técnicos participam de oficinas sobre esportes adaptados

A professora Kátia Tadaisky Lima (e), da Unidade Especializada Álvares de Azevedo, ministrou a oficina de goaball, explicando a utilidade de cada material utilizado na modalidade (Foto: FERNANDO NOBRE/ASCOM SEDUC)

A Secretaria de Estado de Educação (Seduc), por meio do Núcleo de Esporte e Lazer (NEL), promove oficinas de capacitação destinada a professores e técnicos das escolas dos municípios participantes da XI edição dos Jogos Paralímpicos Escolares Paraenses, visando destacar a importância do incentivo à prática de esportes por pessoas com deficiência (PcD). As oficinas ocorrem paralelamente à competição, que será encerrada nesta sexta-feira (29), em Marabá, no sudeste do Estado, com disputas nas modalidades atletismo, bocha e natação. 

No Ginásio Renato Veloso ocorreu a oficina de goaball, único esporte criado exclusivamente para deficientes visuais. A modalidade esportiva, que foi implantada de forma pioneira no Estado para ser praticado por estudantes da Unidade de Ensino Especializada Álvares de Azevedo, está sendo levada a outros municípios paraenses.

A professora Dayelle Lima, que trabalha com 50 estudantes cegos e com baixa visão em Marabá, participou da oficina em busca de mais conhecimentos técnicos sobre o goaball, para integrá-lo ao leque de esportes paralímpicos desenvolvidos pelas equipes locais. "Temos um trabalho com nossos alunos com deficiência visual, e acredito que o goaball, apesar de ser um esporte que tem equipamentos e materiais caros, será muito proveitoso para nossos paratletas", disse a professora.

A oficina de goaball foi ministrada pela professora Kátia Tadaisky Lima, da Unidade Especializada Álvares de Azevedo. Didaticamente, ela explicou a utilidade de cada um dos materiais utilizados, como traves, marcadores de solo, uniformes e equipamentos de proteção, além das regras de arbitragem. É um esporte que precisa de formação dos profissionais, pois tem regras específicas e utiliza comandos em inglês, "mas os resultados são os mais proveitosos para os praticantes. Inclusive, já revelou talentos paraenses para o mundo, como é caso de Josemário da Silva Souza, integrante da equipe brasileira de goaball, que  foi campeã mundial na Suécia", informou Kátia Lima.

A oficina envolveu, além dos profissionais de Marabá, professores e técnicos dos municípios de Abaetetuba, Augusto Corrêa, Barcarena, Belém, Moju, Parauapebas, Santarém, Santa Izabel do Pará e Tucuruí.

Ao final da parte teórica, os participantes montaram a quadra, onde exercitaram o aprendizado, com a troca de experiência entre atletas da Unidade Álvares de Azevedo, de Belém, e de times de Tucuruí, masculino e feminino.

Características – Criado na Alemanha , em 1946, o goaball é jogado com as mãos, e cada equipe tem três atletas. Ganha aquela que marcar o maior número de gols. Para a orientação dos competidores, a bola é equipada com guizos e as linhas da quadra são desenhadas em relevo. Como cegos e pessoas com baixa visão podem competir juntos, todos precisam utilizar vendas nos olhos.

A programação das oficinas, enfatizando também a importância do futebol de 7 e do basquete em cadeira de rodas, destacou o papel da atividade física adaptada na promoção da qualidade de vida e melhoria do desenvolvimento biopsicossocial de pessoas com deficiência. O Núcleo de Esporte e Lazer oferta atualmente oito modalidades adaptadas: atletismo, bocha, goalball, futebol de 5, futebol de 7, natação, tênis em cadeira de rodas e tênis de mesa.

Primeiros resultados - As vagas de goaball e tênis de mesa estão definidas. No goaball venceram as partidas, nas categorias masculino e feminino, os estudantes da Unidade Especializada Álvares de Azevedo. No tênis de mesa venceram a etapa estadual atletas de Belém, Moju e Marabá.

Na categoria B (15 a 17 anos) masculino, disputada por pessoas com deficiência intelectual, venceu Rodrigo Barros da Silva (Marabá); na categoria A (12 a 14 anos) masculino, cadeirante, Lucas do Rosário  dos Santos (Belém/Tuna Luso Brasileira); na categoria masculino B (15 a 17), Vinicius Andrade Leão  (Belém/Tuna); na categoria A feminino, Marcela Teles da Silva (Belém/Tuna), e na categoria A masculino, deficiente intelectual, o vencedor foi Fredson Leão Batista (de Moju).

Morador de abrigo público em Belém, Luis dos Santos Rosário, 12 anos, garantiu sua vaga para a fase nacional do tênis de mesa em cadeira de rodas. Ele, que treina na Tuna Luso, irá pela primeira vez a São Paulo participar dos Jogos Paralímpicos Estudantis. "Estive fora de Belém uma vez, em Brasília (DF), para fazer uma cirurgia, mas agora será  diferente. Será  para uma festa do esporte, com atletas do Brasil todo", disse Luis.

A Etapa Estadual é seletiva para os Jogos Paralímpicos Nacionais, competição realizada de 19  24 de novembro de 2018, no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo (SP), que receberá pela terceira vez consecutiva jovens de 12 a 17 anos para o maior evento escolar de esporte adaptado do mundo, com disputas em dez modalidades.

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