Seduc oferece atendimento especializado para estudantes da Educação Especial

Atualmente, o Pará possui 7.983 alunos atendidos pela Educação Especial matriculados regularmente na rede estadual de ensino. Para atender esses estudantes há cerca de 1.700 servidores que atuam neste segmento, em escolas que possuem salas com recursos multifuncionais, em unidades, centros e núcleos especializados, assim como instituições conveniadas à Secretaria de Estado de Educação (Seduc).

A Coordenadoria de Educação Especial (COEES) é responsável pela organização do trabalho em escolas da rede estadual de ensino pertencentes às Unidades Regionais de Educação (UREs) e Unidades Seduc na Escola (USEs), contribuindo para o cumprimento do Plano Estadual de Educação e seguindo as diretrizes que regem a política de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva.

No Núcleo de Altas Habilidades e Superdotação (NAAHS), vinculado à COEES, um programa do Governo Federal em parceria com a Seduc atende cerca de 70 alunos do ensino fundamental e médio que recebem atendimento especializado, a fim de potencializar suas habilidades através do enriquecimento curricular.

“Uma avaliação é feita pela equipe do núcleo de avaliação educacional especializada para descobrir quais são as habilidades desses alunos. Na maioria das vezes, quando o professor detecta uma habilidade, acabamos descobrindo que há mais de uma associada”, cita a especialista em Educação Especial da COEES, Rosilene Mesquita.

Aluno do 8º ano do ensino fundamental na Escola Estadual Caldeira de Castelo Branco, na Cidade Velha, o estudante Gabriel Calandrine, 14 anos, desde 2012 realiza atividades voltadas para a sua habilidade direcionada às artes. Fã de história em quadrinhos, ele dedica algumas horas do seu dia para criar e ilustrar. Seus desenhos estão impressos no seu primeiro livro, intitulado “Caboco que voava com o vento”.

Orientado pela professora de Língua Portuguesa Marlucia Carneiro, ele já trabalha na produção de outras obras. “Já fiz o segundo, chamado de ‘O Guarani’ e a próxima história vai ser sobre humanos que têm ações ligadas aos quatro elementos da natureza”, antecipa Gabriel.

Seu primeiro sonho era ser paleontólogo. “Depois eu queria ser arqueólogo, mas agora acho que vou ser escritor para contar as minhas histórias”, comenta o estudante que conquistou o primeiro lugar no 7º Concurso de Redação da Mineração realizado pela Seduc e Sindicato das Indústrias Minerais do Estado do Pará (Simineral).

Inclusão

A cegueira total no olho direito e a baixa visão no olho esquerdo não limitam o aluno Gabriel Caetano, 17 anos. Estudante do 3º ano do ensino médio na Escola Estadual Dom Pedro II, no bairro do Marco, ele dedica-se à leitura, principalmente de biografias de reis e rainhas.

“Tenho o campo visual comprometido, mas sempre ando com lupas dentro da mochila. Na sala de aula, sempre sento nas primeiras cadeiras e quando tenho dificuldades, os professores aumentam as letras no quadro”, conta Gabriel Caetano.

Interessado em literatura, nos intervalos das aulas, o aluno participa de grupos de redação. No ano passado, ele se inscreveu no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e obteve a nota 920 na redação. Seu rendimento escolar lhe motiva a buscar seus sonhos. “Quero fazer Direito e já estou fazendo cursinho preparatório. Espero conquistar essa aprovação”, revela.

O aluno acumula premiações que reconhecem a sua dedicação aos estudos. Entre elas estão: Prêmio de Melhor Aluno da Escola Dom Pedro II (2017); 1º lugar no I Concurso de Redação do Sindicato de Corretores (Sincor – PA); além do Projeto Jovem de Futuro (projeto da Seduc em Parceria com o Instituto Unibanco) e ainda a menção honrosa no concurso de redação do Simineral.

Profissionais que observarem que seus alunos possuem alguma habilidade ou superdotação devem entrar em contato com a COEES, que fica sediada na Escola Estadual Souza Franco, no bairro do Marco. Mais informações no email coeesespecial@yahoo.com.br ou pelo telefone: (91) 3222.8637.

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