Indígenas da etnia Warao participam de colônia de férias no Bosque Rodrigues Alves

As atividades da colônia de férias se estendem até quarta-feira, 11, com perspectiva de que sejam atendidos cerca de 250 indígenas da etnia venezuelana Warao (Foto: Tássia Barros - Comus)

Indígenas da etnia venezuelana Warao, que chegaram a Belém como refugiados, fugindo da crise econômica em seu País natal, começaram a participar de uma colônia de férias no Bosque Rodrigues Alves Jardim Zoobotânico da Amazônia, na manhã desta terça-feira, 10. As atividades se estendem até quarta-feira, 11, com perspectiva de que sejam atendidos cerca de 250 índios.

O atendimento aos indígenas - adultos, adolescentes e crianças - é feito por integrantes do Grupo Técnico de Educação, composto por várias entidades de Belém, como a Secretaria Municipal de Educação (Semec) e Fundação Papa João XXIII (Funpapa), além da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma), entre outros, sempre no horário das 8 horas ao meio dia.  As atividades no Bosque são coordenadas pela Semma, em parceria com outras entidades e voluntários.

No primeiro dia, houve acolhimento das crianças, jovens e adultos, com trilha para as crianças de 7 a 10 anos. As crianças seguiram depois para o lanche e foram encaminhadas para fazer pintura, com desenho livre. Os adolescentes participaram de atividades lúdicas com estudantes voluntários da Universidade do Estado do Pará (Uepa) e de jogos colaborativos, sob a responsabilidade de servidores da Secretaria de Estado de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda (Seaster).

Colônia - Na quarta-feira, 11, as atividades como os Warao vão começar às 8 horas e preveem jogos como Falsa Baiana; pintura e joguinhos sobre tipos de solos, com estudantes da Universidade Federal da Amazônia (Ufra); contação de histórias, com o Movimento de Contadores de História da Amazônia; lanche; brincadeiras no Parquinho; passeio de canoa no lago da Iara e atividades lúdicas.

Os indígenas são oriundos de um abrigo mantido pelo Governo do Estado e Prefeitura de Belém, além de outros que estão morando em casas mantidas pelos próprios indígenas.

Na manhã de quarta-feira, 10, cerca de 130 indígenas atenderam ao convite da Semma. O Grupo Técnico de Educação disponibilizou o transporte dos Warao e o lanche para todos.

“Nós do Grupo Técnico vamos até o abrigo e na casa onde eles estão morando e fazemos o convite aos indígenas. A maioria atende ao convite, mas alguns não vêm e nós trazemos os que querem participar. O que procuramos fazer é dar condições de que eles se divirtam e possam interagir com as outras pessoas”, explicou a engenheira agrônoma do Bosque Rodrigues Alves, Tiéure Ribeiro de Oliveira.  

Assistência - A Prefeitura de Belém (PMB) elaborou e vem executando um plano de trabalho com as secretarias de Saúde (Sesma), Educação (Semec) e Assistência (Funpapa), para assegurar amparo aos indígenas venezuelanos na capital paraense.

A Semec abriu matrículas na educação infantil para as crianças na Unidade Pedagógica Santa Inês, no bairro do Marco, assim como realiza atividades em espaços lúdicos mantidos pela PMB para iniciar processo de socialização e convivência, como é caso do que está sendo feito atualmente no Bosque.

O último levantamento da PMB apontou que 208 índios venezuelanos estão em Belém.

 

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