Bosque Rodrigues Alves é uma boa opção de lazer junto à natureza em Belém

Durante as férias escolares do mês de julho, um dos lugares mais procurados em Belém é o Bosque Rodrigues Alves - Jardim Zoobotânico da Amazônia, no bairro do Marco. O local é procurado, principalmente, por famílias que aproveitam a tranquilidade e o verde abundante presentes no lugar para se divertir e passear.

Vinculado à Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma), o Bosque Rodrigues Alves é um lugar frequentado, desde os pais passando aos filhos.

Para manter o lugar receptivo a todos, a administração do Bosque está promovendo reforço na limpeza e manutenção do espaço, assim como agentes da Guarda Municipal de Belém (GMB) fazem rondas pelas alamedas do local, e, assim, assegurando a segurança dos visitantes.

Passeios - As irmãs Sheila Corrêa e Conceição Xavier, moradoras do bairro de Val-de-Cães, aproveitaram a manhã desta terça-feira, 10, para levar sobrinhos e netos para passear no Bosque. Sheila mostrava tudo em volta para a netinha Nicole, de 2 anos. “Ela já tinha vindo aqui com a mãe, mas como está de férias, resolvemos vir dar esse passeio, que ela adora. E eu também”, disse Sheila.

Já Conceição mostrava o peixe-boi para pequeno Danilo, de 3 anos. “Desde que começaram as férias, meu neto estava pedindo a gente vir aqui no Bosque. Eu gosto de vir aqui, porque é bem tranquilo e bonito, além do que as crianças podem aprender sobre a natureza também”, opinou Conceição.  

O Bosque funciona das 8 às 17 horas, de terça-feira a domingo, e passa por serviços de manutenção toda segunda-feira, quando fica fechado ao público, sendo que a limpeza do espaço é realizada diariamente.

Diversidade - O Bosque Rodrigues Alves abriga uma importante diversidade de espécies da fauna e flora do ecossistema amazônico, além de monumentos, grutas, fontes, cascatas, ruínas, chalés e viveiros de animais, e, ainda, lanchonete e brinquedoteca, e um Jardim Sensorial, onde as pessoas portadoras de deficiência visual podem sentir a textura e odores das plantas que existem nesse local. O jardim recebeu, recentemente, novas espécies da fauna e está à espera dos visitantes.

Pelas alamedas do local, em meio ao silêncio, apesar do trânsito intenso das redondezas, é possível ver macacos nas árvores, as pequenas cotias que passam correndo, tatus, os jabutis e tartarugas que aproveitam o sol nos viveiros e também ouvir o barulho das araras.

O Bosque mantém uma média semanal, de terça-feira a domingo, de 2.500 visitantes, sendo que esse número aumenta nos meses das férias escolares de julho e janeiro e em outubro, devido ao Dia das Crianças, comemorado no dia 12 desse mês. Aliás, esse dia é o de maior fluxo de pessoas no Bosque.

A vegetação é constituída da floresta original da época em que o bairro do Marco foi ocupado, em uma área preservada desde o início do século XX, com árvores características da Amazônia.

A mata da área do entorno não existe mais graças à urbanização da cidade, mas 90% da vegetação são originais, isto é, é de mata nativa, que já estava ali bem antes da idealização do Bosque, e os outros 10% compreendem plantas exóticas, plantadas posteriormente, com o exemplar do raro Pau Brasil, que fica às proximidades da Brinquedoteca.

“É normal que em um lugar que tem mais de 14 mil espécies vegetais, muitas delas de grande porte, haja queda de galhos e de árvores. Isso, literalmente, faz parte da natureza de uma floresta. O que fazemos aqui é fazer o corte dessas árvores que servem para vários propósitos, como a confecção de banquetas, e os próprios troncos servem também colocarmos plantas”, explica Tiéure Ribeiro de Oliveira, engenheira agrônoma do Bosque Rodrigues Alves.

“Outra coisa que é importante que as pessoas saibam é que nesta época do ano, ocorre a época de floração e frutificação das árvores, e é normal que as folhas caiam. Costumamos dizer que ‘folha não é lixo’, porque todas as folhas  são aproveitadas para fazer servir de adubo para as espécies aqui do Bosque”, complementou a agrônoma.

Fim de semana - Aos domingos, o Bosque oferece passeio de canoa, no Lago da Iara, para crianças de até 10 anos, que operado por uma empresa terceirizada. Também são oferecidas atividades lúdicas na Brinquedoteca, com desenhos e oficina de reaproveitamento de material recicláveis.

Em breve, a Semma vai finalizar um projeto para a nova sinalização do Bosque, assim como está realizando, gradativamente, a troca dos bancos danificados,  e está programada uma pintura geral dos muros do local.

Serviço:

O Bosque Rodrigues Alves - Jardim Zoobotânico da Amazônia funciona de terça-feira a domingo, no horário das 8 às 17 horas. O ingresso custa R$ 2,00 (com gratuidades para crianças menores de 6 anos, pessoas com deficiência e idosos maiores de 60 anos).

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