Alunos da educação especial apresentam avanços no aprendizado

O Atendimento Educacional Especializado (AEE) da Escola Alzira Pernambuco, no bairro da Pedreira, dá suporte aos alunos da educação especial com a utilização da Sala de Recursos Multifuncionais (SRM). O espaço administrado pela Prefeitura de Belém, por meio da Secretaria Municipal de Educação (Semec), tem atendimento direcionado a 32 alunos, sendo 24 da própria escola e oito de outras unidades.

Os estudantes são atendidos pela pedagoga Vera Lúcia Lima, que auxilia as crianças e adolescentes com atividades lúdicas e pedagógicas. Vera esclarece que “durante o atendimento, o objetivo é o estímulo ao processo de aprendizagem”. São utilizados jogos, livros e equipamentos multimídia que estimulam os alunos.

Na escola são atendidos alunos do ensino infantil ao 9º ano, com idade entre 5 e 16 anos, no contraturno ao horário da classe regular. Aqueles que não podem ir à escola no contraturno, são atendidas no horário das aulas regulares.

As aulas são realizadas individualmente, uma vez por semana. O atendimento em dupla ou em grupo também pode ser feito, para que uma criança dê suporte a outra. Nos 50 minutos de duração média do atendimento, os alunos recebem estímulos para melhorar atenção e concentração.

As crianças que recebem o atendimento precisam ser matriculadas na rede municipal de ensino. Nas escolas que não possuem uma SRM instalada, os alunos são atendidos na escola mais próxima que disponha deste tipo de sala.

O Centro de Referência Gabriel Lima (Crie), inaugurado nesta gestão, faz parte da Semec e é o responsável pelas 64 Salas de Recursos Multifuncionais em oito distritos administrativos de Belém que realizam o atendimento das diversas deficiências, transtornos globais do desenvolvimento, altas habilidades e superdotação. Em 2012 eram apenas 32 SRM em todo o município. Hoje, o Crie tem a capacidade de atender mais de 20 famílias por dia, além de promover capacitação especializada para profissionais da rede municipal.

A ampliação no atendimento permitiu o investimento em quantitativo de professores, que passou de 77 em 2013 para 112 em 2017, mais a contratação de 340 estagiários, por meio do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE). A reação foi o crescimento do atendimento aos estudantes. Entre os anos de 2013 e 2016, o número passou de 400 para mais de dois mil alunos com algum tipo de deficiência.

As Salas de Recursos também contam com equipes multiprofissionais, contando com assistentes sociais, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, pedagogos, professores especializados, psicólogos e psicopedagogos.

O programa Ciranda da Família, do Crie, é realizado semestralmente e assiste os pais desses alunos especiais, que trazem sua vivência e realizam trocas de experiências e dão suporte uns aos outros. Existe ainda o Programa Bilíngue, dedicado aos alunos surdos, e o Nas Tuas Mãos, que envolve os alunos com deficiência visual, cegos e com baixa visão.

Na Alzira Pernambuco, nas salas regulares, antes da chegada da criança com necessidades especiais, os alunos e os pais desses alunos recebem informações sobre as características do novo colega para que o acolham com mais naturalidade. “Eles se tornam grandes parceiros das crianças aqui na escola”, avalia Vera, a pedagoga responsável pelo AEE. “Logo no início houve muita resistência, mas a gente conversava, explicava, aí devagar eles iam aceitando e foi mudando. Hoje é muito difícil ter resistência”, conta.

O atendimento externo também é levado em consideração no AEE. As atividades são feitas combinando os esforços para estimular o aprendizado da criança e do adolescente. Para alguns tipos de aluno, é possível ser feita a adaptação curricular para que o conteúdo ensinado na sala de aula regular seja complementado na SRM.

Os progressos são visíveis no pequeno Rafael Fonseca, de seis anos. Autista, ele possui dificuldade de aprendizado e com o trabalho realizado na SRM já consegue escrever o próprio nome com letras de brinquedo e se diverte ao montar quebra-cabeça de seu personagem favorito. Com o foco no aprendizado, vêm os avanços e a satisfação da escola. Para Vera, “cada pequeno progresso deles, para nós é uma grande vitória”.

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