Aumenta busca por plástica após cirurgia bariátrica

A prática da cirurgia bariátrica, conhecida também como redução do estômago, cresceu em mais de 46,7% no Brasil, segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (ABCBM). No Pará, a população elegível para o procedimento é superior a 176 mil pessoas. Em Belém, o Hospital Jean Bitar (HJB) é referência nesse procedimento para o combate à obesidade e para a recuperação da qualidade de vida dos pacientes. O que muitos não sabem, é que existem também procedimentos de cirurgia plástica que podem ser importantes no emagrecimento.

Segundo o cirurgião plástico do hospital, André Melo, cerca de 80% dos pacientes pós-bariátrica iniciam as cirurgias plásticas pelo abdômen. “A cirurgia plástica é indicada sempre que o excesso de pele/flacidez causar algum incômodo ao paciente, com prejuízo de sua qualidade de vida”, explica. Ele orienta que o ideal para quem busca a plástica é passar por uma avaliação com profissional habilitado, realizar exames e, principalmente, obedecer às restrições durante e após o procedimento.

De acordo com o cirurgião, “as cirurgias plásticas podem ser iniciadas quando o paciente atinge estabilidade da perda de peso, que normalmente acontece em torno de um ano após a bariátrica”, afirma. O especialista ressalta, ainda, que, por se tratar de uma cirurgia de grande porte, há alguns riscos associados, entre eles, o seroma, que é o acúmulo de líquido abaixo da pele, próximo à cicatriz da cirurgia. “Podem ocorrer, ainda, hematoma, quebra de pontos e, raramente, uma trombose ou embolia são alguns dos os riscos de uma plástica como essa”.

Cuidados

Na cirurgia plástica reparadora o mais importante é avaliar se o grau de incomodo com os excessos de pele é grande o suficiente para motivar o procedimento. “É preciso sempre considerar os riscos inerentes e o período de afastamento das atividades”, ressalva. No pré-operatório, o médico explica que inclui a realização de vários exames, assim como as orientações pertinentes. “O principal é o paciente ter a consciência da necessidade de repouso e dos cuidados com o curativo”, afirma.

André Melo orienta que após a cirurgia plástica é essencial a manutenção de bons hábitos alimentares para evitar o ganho de peso, e a realização de atividades físicas desde que liberado pelo médico no período adequado. No primeiro semestre deste ano, o HJB viabilizou 723 atendimentos ambulatoriais em cirurgias bariátricas, 31 cirurgias bariátricas e 416 atendimentos de nutrição, com atendimento exclusivo via Sistema Único de Saúde (SUS).

Números crescentes

Segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica, um dos reflexos do crescimento da obesidade no Brasil é a busca – cada vez maior – por tratamentos para redução de peso. Neste cenário, o número de cirurgias bariátricas só cresce no Brasil. Pelo SUS, o índice deste tipo de procedimento disparou entre os anos de 2008 e 2017, crescendo 215%.

O crescimento anual médio é de 13,5%. A pesquisa realizada pela SBCBM também apontou que a população elegível à cirurgia bariátrica no Brasil é de 4,9 milhões de pessoas. No Pará são 176.705 mil pessoas. Ainda segundo a SBCBM, a obesidade é uma realidade para quase 19% dos brasileiros. O Brasil é considerado o segundo país do mundo em número de cirurgias bariátricas realizadas e as mulheres representam 76% dos pacientes.

Serviço:
O Hospital Jean Bitar funciona na Rua Cônego Jerônimo Pimentel, Bairro do Umarizal. Mais informações: (91) 3239-3800.

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