Plano Municipal de Arborização fará levantamento do número total de árvores em Belém

Segundo um levantamento da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma), ao final de 2016, Belém tinha cerca de 120 mil árvores. Dessas, mais de 12 mil são mangueiras, sendo cerca de 1.200 delas já centenárias.

Esses dados serão atualizados, com mais precisão, dentro do programa Ações para Implementação do Plano Municipal Urbano de Belém, que foi apresentado ao prefeito de Belém, Zenaldo Coutinho, na manhã desta quinta-feira, 7. O Plano foi elaborado por um grupo de trabalho - a Câmara Técnica de Arborização Urbana (GTAU) - que tem integrantes com atuação destacada na área de meio ambiente.

Profissionais da Semma, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), da empresa de energia Celpa, da Federação da Agricultura e Pecuária do Pará (Feapa), da Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra), do Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Estado do Pará (Ideflor-bio) e Ministério Público do Estado trabalharam durante três anos na elaboração do Plano, que coloca Belém, como a oitava capital de Estado a ter normas e ações para melhorar arborização da cidade.

Arborização -A recomendação da Sociedade Brasileira de Arborização Urbana (SBAU) é que tenha 15 metros quadrados de área verde para cada habitante.  

O Grupo está desenvolvendo estudos sobre as áreas verdes existentes em Belém, incluindo praças, parques, ilhas e outras, a fim de avaliar a real proporção de árvores por habitante da cidade.

Um dos apontamentos do GTAU busca ações para que Belém saia do ranking de “cidade pouco arborizada”. Para a engenheira florestal, pesquisadora da Embrapa e membro do GTAU, Noemi Vianna Leão, dizer que capital paraense tem pouca arborização é errado.  

Para Noemi é preciso ver como é que as outras cidades brasileiras fazem esse cálculo sobre árvores por habitante. “O que precisamos saber é o que esse cálculo inclui. São as árvores plantadas na rua?Ou você considera as árvores existentes nas áreas verdes?”, questiona a pesquisadora.

“Em Belém, temos que considerar as árvores existentes nas ilhas, nas unidades de conservação do município. Temos parques municipais em Belém e Mosqueiro, áreas verdes como as da Embrapa, que favorecem a arborização da cidade. No município, as áreas verdes não deveriam ser consideradas apenas aquelas plantadas pelo homem nas vias, mas todo o contexto das áreas urbanas e semiurbanas. Por isso, esse cálculo precisa ser revisto”, detalhou Noemi.

“Temos que levar muito em consideração quantas árvores existem na cidade como um todo. Esse dado deve se aliar a como essa condição melhora o clima da cidade e a condição ambiental”, complementou.   

Inventário - O Plano elenca 31 recomendações, divididos em três níveis, que trazem pontos para melhorar ações quanto à urbanização da cidade, como podas de árvores, por exemplo. As ações começam com um inventário de todas as árvores que existem em Belém. “O planejamento é que esse inventário de arborização seja feito com a ajuda da tecnologia. Já estamos em entendimento com a Companhia de Tecnologia da Informação de Belém [Cinbesa] para que o levantamento comece em breve”, adiantou o titular da Semma, Pio Neto.

Zenaldo Coutinho informou que a Prefeitura de Belém está empenhada nas ações para melhorar a urbanização da cidade. “Temos verbas municipais destinadas para melhorias de nossos espaços verdes, como a Granja Modelo e Bosque Rodrigues Alves. Vamos também mostrar à sociedade, de forma ampla, as ações previstas no Plano, para o qual iremos contar com a colaboração de todos, entidades governamentais e sociedade civil”, apontou o prefeito.   

O Plano Municipal Urbano de Belém terá uma apresentação ampla para todos, incluindo a sociedade civil, em breve, que será acompanhada de uma ação envolvendo atividades que irão ajudar na melhoria da arborização da capital paraense.

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