Hospital Ophir Loyola reforça importância dos cuidados com os rins

O Hospital Ophir Loyola aproveitou a celebração do Dia Mundial do Rim – 14 de Março - para reforçar o alerta sobre os cuidados com a prevenção das doenças renais, que podem evoluir para perda da função dos rins e necessidade de diálise e transplante. Durante a manhã desta quinta-feira, o Ophir Loyola promoveu uma ação educativa para pacientes, acompanhantes e servidores sobre os fatores de risco, modos de prevenção e rede de saúde para atendimentos especializados no Sistema Único de Saúde (SUS).

O Instituto de Nefrologia do HOL mantém o Setor de Hemodiálise, com 22 máquinas para atender pessoas com insuficiência renal crônica secundária às doenças oncológicas, e o Serviço de Transplante Renal, que já realizou 637 transplantes desde sua criação, em 1999.

Estima-se que, no planeta, 850 milhões de pessoas sofram de Doença Renal Crônica (DRC). É uma doença silenciosa, de tratamento difícil, caro e trabalhoso, que afeta uma a cada dez pessoas. As doenças renais mais comuns são de origem imunológica, inflamatória, infecciosa, neoplásica, degenerativa, congênita e hereditária. Em 2018, foram registrados no Brasil mais de 125 mil casos de pacientes com DRC, em diálise, segundo a Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN).

Funções- Os rins são responsáveis pela filtração do sangue, pois eliminam as impurezas pela urina. A partir do controle do volume (líquidos) e dos sais, exercem grande influência sobre a pressão arterial e venosa. O nefrologista Lucas Nunes explica que qualquer tipo de alteração na função renal prejudica a eliminação de toxinas, a produção de hormônios e pode levar a consequências em todo o organismo.

“Os pacientes vão perdendo a função renal e, em determinado momento, vão precisar de uma terapia renal substitutiva, que pode ser o transplante, a hemodiálise ou diálise peritoneal. As duas principais causas de doença renal crônica são hipertensão arterial e diabetes, por isso é importante controlar os níveis pressóricos, ter um acompanhamento em unidade básica de saúde, fazer o controle da diabetes e evitar a obesidade. Além disso, não se deve usar medicações sem orientação médica; podem ser nefrotóxicas”, informa o nefrologista.

Em 2018, o Centro de Terapia Renal Substitutiva do hospital realizou 11.502 sessões de diálise e, em todo o Pará, mais de 3 mil pacientes fazem hemodiálise. É necessário dar acesso à informação sobre as práticas da saúde preventiva. Por este motivo, a programação do HOL ofertou exames essenciais para avaliação de risco da doença renal, como aferição de pressão arterial, verificação de glicemia, medida do índice de massa corporal; orientação sobre alimentação saudável e distribuição de material informativo.

Doaçãode órgãos- Segundo Lucas Nunes, é importante que a população conheça os riscos de uma doença renal e a importância da doação de órgãos, porque o paciente só consegue ter qualidade de vida por meio do transplante renal. Esse é o caso de Maciel Andrade, 38 anos, morador do município de Muaná, no Arquipélago do Marajó. Ele ficou ligado por três anos e seis meses a uma máquina, para sobreviver até a realização do transplante, em 2013. O órgão transplantado deixou de funcionar por causa indeterminada, então passou por internação e voltou a fazer hemodiálise.

“Os quatros anos que fiquei transplantado foram maravilhosos. Voltei a ser uma pessoa ativa, fazia minhas atividades. Voltarei para a fila de espera por um rim. O que me resta é esperar pela solidariedade das pessoas. Peço que todos reflitam sobre como um gesto pode mudar a vida de alguém”, disse o paciente.

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