Governo inspeciona área da ponte Rio Moju e determina rapidez para melhorar o tráfego

Cinco dias após a queda de parte da ponte do Rio Moju, na Alça Viária (Região Metropolitana de Belém), o governador Helder Barbalho visitou o local na manhã desta quinta-feira (11), para ver o andamento das ações realizadas e debater maneiras de executar, o mais rápido possível, as obras de retirada dos escombros e instalação de balsas no rio, que viabilizarão a travessia de veículos.

O governador foi acompanhado pelo vice-governador Lúcio Vale; o secretário de Estado de Transportes, Antonio de Pádua Andrade, e o deputado estadual Daniel Barbosa Santos. As autoridades fizeram um sobrevoo de helicóptero pelo local e depois desceram até a margem do rio, onde acompanharam o andamento das obras de acesso das balsas, nos dois lados, e foram próximo aos escombros em uma embarcação do Corpo de Bombeiros. 

Esforço redobrado- Na ocasião, Helder Barbalho cobrou dos representantes das empresas responsáveis pelas obras um esforço redobrado no trabalho que está sendo feito, principalmente em relação ao serviço de balsas no local, para restabelecer o fluxo de transportes de carga na Alça Viária, desafogando os portos em Belém. “A ideia é ter novamente o acesso da Alça Viária, para um escoamento através de balsas, que possam restabelecer o fluxo de cargas, até então servido pela ponte. Que nós possamos, o mais rápido possível, instituir este serviço, descentralizar e retirar do Porto de Belém a única alternativa para que as pessoas possam interligar-se entre estas regiões”, afirmou o governador. 

No intuito de resolver os transtornos causados aos motoristas e à população afetada pelo acidente, de forma mais rápida e eficaz, Helder Barbalho apresentou uma solução emergencial que poderá reduzir, em até um mês, o início do serviço de balsas no Rio Moju. “Nós já estamos em obras desde a segunda-feira (8). A expectativa é que em mais 15 dias, no máximo, nós teremos este serviço estabelecido. Estamos visualizando a possibilidade de, ao invés de construirmos rampas, que demorariam 45 dias para ficarem prontas, nós vamos dialogar com a Capitania dos Portos a possibilidade de colocarmos balsas que possam servir como rampa, e com isso, encurtarmos a entrega deste importante equipamento para diminuir todos os problemas que estão sendo causados em função desse sinistro”, explicou o chefe do Executivo.

O secretário Antonio de Pádua Andrade disse que a prioridade para conclusão dos serviços é liberar o acesso nas margens do rio. “O espaço escolhido para travessia das balsas já foi liberado pela Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas). A partir disto, já estamos executando a abertura do local. Com a possibilidade de colocar balsas como rampas, nós vamos priorizar os acessos para chegada dos veículos. Se a gente conseguir concluir esses acessos dos dois lados no prazo de 10 dias, vamos ter essa solução disponível o mais breve possível”, esclareceu o titular da Setran.

Prioridade- Além das rampas, outro trabalho considerado pelo Governo do Estado prioridade no local é a retirada dos escombros da ponte, informou o secretário.

“Pela solução de engenharia que foi dada para construção da ponte, nós vamos fazer apenas um pilar no vão que caiu, de 268 m, tendo dois canais de navegação, melhorando a navegabilidade da estrutura. Por isso, estamos priorizando a retirada do material no local desse pilar. A empresa que vai realizar o trabalho já começou sua mobilização. Já chegaram alguns equipamentos e profissionais que vão fazer todo o diagnóstico e ver a melhor forma do trabalho ser realizado dentro das normativas. A empresa pediu três meses para concluir o serviço de retirada dos escombros, mas vamos trabalhar simultaneamente na reconstrução da ponte”, adiantou Antonio de Pádua Andrade.

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