Mário Couto: “Ninguém gosta do Jatene, nem o Megale”

Quando atendeu ao telefone para receber meu pedido de entrevista, o ex-senador Mário Couto, 72 anos, foi logo disparando: ‘um amigo me disse que você pensa que eu não gosto de você... Rita, essas são coisas da política’. Mário Couto se referia à série de matérias feitas por mim e publicadas no jornal Diário do Pará sobre corrupção na Assembleia Legislativa do Pará mo período em que ele havia presidido a Casa. As manchetes eram respondidas na tribuna no Senado com agressões à família Barbalho, proprietária do jornal. Aceita a entrevista, o ex-senador me recebeu em sua residência em um condomínio de classe média alta na Região Metropolitana de Belém. O prédio de dois pavimentos, pé direito alto e porcelanato brilhante parece um comitê de campanha. A toda hora chegam políticos e correligionários. Ao responder a idade, Couto indaga bem humorado: “não parece que eu tenho 50?”. Conta que tem feito musculação e box e afirma estar pronto para disputar uma vaga no Senado, cargo que julga ter perdido por ação direta do atual governador Simão Jatene de quem não esconde a mágoa. Nesta entrevista exclusiva, Couto fala de sua saída do PSDB há quatro anos, comenta acusações de corrupção e diz quem é seu preferido para o governo do Estado.