Economia

Indústria paraense tem o maior crescimento entre os Estados, segundo o IBGE

A Pesquisa Industrial Mensal destaca ainda o aumento de produção registrado nos setores de metalurgia, que cresceu 12,4%, segundo o IBGE (Foto: Eliseu Dias/Ag. Pará)

No mês de junho de 2014, a atividade industrial paraense cresceu 6,7% na comparação com o mesmo mês do ano anterior na série sem ajuste sazonal, segundo dados da Pesquisa Industrial Mensal, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Trata-se do maior resultado entre os 15 Estados pesquisados. No período, a indústria nacional recuou 6,9%.

Os dados da pesquisa foram divulgados na manhã desta quarta-feira (8) e sistematizados pela Diretoria de Estudos e Pesquisas Socioeconômicas e Análise Conjuntural do Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará (Idesp). Seis das sete atividades pesquisadas apontaram expansão na produção paraense, sendo o setor extrativo (8,6%) o de maior influência para o resultado geral da indústria, devido, em grande parte, pela maior produção de minério de ferro.

A pesquisa destaca ainda o aumento de produção registrado nos setores de metalurgia (12,4%) e de bebidas (16,9%), pressionados, em grande parte, pela maior fabricação de óxidos de alumínio e de cervejas, chope e refrigerantes, respectivamente. Também foi favorável o desempenho da fabricação de produtos de madeira (3,9%).

Por outro lado, as variações negativas ocorreram nas atividades de produtos alimentícios (-6,8%), explicadas pela menor fabricação de carnes de bovinos frescas ou refrigeradas, biscoitos e bolachas, e de produtos de minerais não metálicos (-9%), com a redução da produção de cimentos e caulim beneficiado.

No índice acumulado no ano, tanto a indústria extrativa como a de transformação contribuíram para o incremento de 14,4% na indústria paraense, frente ao mesmo período do ano passado. As principais variações positivas na indústria de transformação ocorreram na fabricação de bebidas (11,8%) e de produtos de madeira (8,5%). Por outro lado, houve resultados negativos na produção de papel e celulose (11,9%) e minerais não metálicos (8,8%).

Com relação ao resultado da indústria geral do Estado na evolução de maio de 2014 para junho de 2014, na série ajustada sazonalmente o setor registrou recuo de 2%, interrompendo dois meses de crescimento nesse tipo de comparação. Esse resultado seguiu o comportamento nacional, que apresentou queda de 1,4%.


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