Igualdade social
Foto: Sidney Oliveira/Ag. Pará
Representantes do governo do Estado, de associações de comunidades remanescentes quilombolas e da Fundação Ford se reuniram no CIG (Foto: Sidney Oliveira/Ag. Pará)
Representantes do governo do Estado, de associações de comunidades remanescentes quilombolas e da Fundação Ford – que desenvolve trabalhos no enfrentamento das desigualdades sociais enfrentadas por grupos marginalizados – se reuniram na tarde desta sexta-feira (22), no Centro Integrado de Governo (CIG). O vice-presidente da fundação, Xavier Briggs, o diretor, David Kainowitz, e o assessor do programa sênior no Brasil, Aurélio Vianna Junior, vieram ao Estado com a finalidade de conhecer a realidade dos quilombolas e as políticas públicas desenvolvidas na melhoria das condições de vida destas populações.
Xavier Brigs disse que a presença da Fundação Ford no Pará e na região amazônica tem como objetivo auxiliar a sociedade brasileira a alcançar um modelo de desenvolvimento justo, inclusivo e sustentável. Ele também destacou que, com a visita, a entidade quer conhecer a realidade das comunidades tradicionais no contexto do Estado.
David Kainowitz explicou que a Fundação Ford tem o interesse de conhecer o andamento das políticas públicas voltadas para as comunidades remanescentes de quilombos. “A população negra rural tem uma cultura e tradição muito ricas. Temos grandes parcerias com o governo estadual e com a sociedade civil para aliar justiça social, desenvolvimento econômico e preservação do meio ambiente”, explicou.
A presidente do Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará (Idesp), Adelina Braglia, lembrou que o Idesp desenvolve um trabalho de apoio sustentável das comunidades remanescentes quilombolas e faz parte da Comissão Estadual de Políticas para as Comunidades Quilombolas do Pará, que tem o apoio da Fundação Ford. “Esta é um visita de cordialidade que prestigia também o trabalho desenvolvido pelo Idesp. A fundação também apoia o Idesp na realização do Atlas das Comunidades Quilombolas, do qual estamos fechando a primeira parte agora no mês de setembro”, comentou.
O Atlas é uma das ações dentro do projeto de fortalecimento da comissão estadual, financiado pela Fundação Ford, a qual atua com o objetivo de fortalecer os valores democráticos, além de buscar a redução da pobreza e das injustiças, promovendo a cooperação internacional.
A Comissão Estadual de Políticas para as Comunidades Quilombolas do Pará é formada por secretarias estaduais, como a de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh), Cultura (Secult) e Educação (Seduc), entre outros órgãos, como o Instituto de Terras do Pará (Iterpa), Casa Civil da Governadoria do Estado, além do Idesp e da Associação das Comunidades Remanescentes de Quilombos do Pará (Malungu), e faz parte da Política Estadual para as Comunidades Remanescentes de Quilombos no Estado do Pará, instituída em 22 de novembro de 2011, pelo Decreto Estadual 261.
A política estadual prevê um conjunto de planos, ações sistemáticas e articulação entre os órgãos de governo e as comunidades quilombolas voltadas às comunidades de acordo com suas demandas políticas, territoriais, culturais, econômicas e sociais. Aurélio Borges, da comunidade quilombola de Santa Izabel do Pará e representante da Malungu, ressaltou que a Fundação Ford oferece um grande apoio aos movimentos sociais e iniciativas no Pará voltadas às comunidades quilombolas. “A fundação é nossa grande parceira, assim como os governos estadual e federal nas políticas voltadas às comunidades”, concluiu.
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