Economia
Max Santos, vendedor de açaí, ressaltou a necessidade de revitalização da Feira do Jurunas (Foto: RedePara.Web.ViewModels.Sgn.Foto?.credito)
O fortalecimento dos setores de comércio e serviços em Belém, principalmente nas feiras públicas e mercados municipais, foi o tema discutido por profissionais da área de fomento econômico da Secretaria de Estado de Indústria Comércio e Mineração (Seicom) e representantes das associações de feirantes e permissionários de diversos mercados e feiras da capital. Na nesta última quinta-feira (30), eles participaram da primeira oficina da programação prevista no Projeto Belém 400 anos, realizada no auditório da Secretaria Municipal de Economia (Secon), quando apontaram vantagens e desvantagens desse segmento econômico.
O comércio e os serviços, primeiros perfis a serem analisados, são prioridades no Projeto Belém 400 anos, que busca estabelecer diretrizes, priorizar objetivos, delimitar ações e definir metas para serem efetivadas dentro da política de desenvolvimento da capital paraense até 2016. O projeto contém informações socioeconômicas das atividades produtivas da capital que contribuem com o desenvolvimento sustentável.
Serão realizadas 11 oficinas voltadas às temáticas do comércio local, comércio exterior, serviços, bancos (intermediação financeira), indústria, agricultura, turismo, pesca, economia criativa, mineração e feiras livres, com o objetivo de identificar novas oportunidades de cooperação e desenvolvimento. Os encontros devem reunir todas as entidades e organizações sociais ligadas ao a esses segmentos.
Cooperação - Para a titular da Seicom, a economista Maria Amélia Enríquez, é necessário fomentar o cooperativismo, por isso a Secretaria dispõe de uma área específica que atua no estímulo à cooperação. “São aproximadamente 8 mil pontos de atividades econômicas existentes em Belém. A ideia é identificar e visualizar de forma mais clara a dinâmica dos setores de feiras, comércio atacadista e varejista; serviços de transporte, cultura, lazer; indústria de alimentos, bebidas, metal mecânica, de papel e celulose; extração de areia de argila, seixo e brita, e assim apontar em um quadro econômico real quanto Belém movimenta de recursos e encontrar os gargalos”, ressaltou a secretária.
Um dos participantes da oficina foi Max Santos, que trabalha há 31 anos com venda de açaí, antes mesmo de existir o Porto do Açaí, na Avenida Bernardo Sayão. Ele disse que vende por dia uma média de 300 rasas (paneiros) de açaí, que variam de 35 a 45 quilos, no período da entressafra, quando é reduzida a oferta do produto.
Igual ao Porto da Palha e a feira do Ver-o-Peso, a Feira do Jurunas é um dos três principais pontos públicos de comercialização em Belém, muito importante para os vendedores de açaí. O local, no entanto, precisa ser revitalizado, disse Max Santos. O feirante informou que, nos meses de safra do açaí, vende até 1.500 rasas por dia, período quando também é feita a exportação do produto, aumentando o movimento o volume de vendas principalmente no Porto do Açaí.
Dinho Oliveira, conselheiro Municipal do Trabalho, Emprego e Renda, disse que já foi realizado um trabalho para melhoria nas feiras da cidade, com limpeza, organização e segurança. Mas acrescentou que é importante continuar investindo na reestruturação desses espaços. Ele ressaltou, como aspecto positivo desses pontos de comercialização, a negociação direta entre vendedor e cliente, que não existe, por exemplo, nos supermercados.
Desempenho - “O resultado desses estudos será apresentado aos órgãos públicos, a empresas privadas e especialistas de diversos setores, que a partir de uma avaliação conjunta poderão colaborar com propostas para melhorar o desempenho em cada área avaliada”, informou Marco Aurélio Nascimento, secretário Municipal de Economia de Belém.
A parceria Seicom (estadual) e Secon (municipal) se fortalece com o apoio da Agência de Inovação Tecnológica (Universitec), do Banco da Amazônia, da Fundação de Amparo ao Desenvolvimento da Pesquisa (Fadesp), Universidade Federal do Pará (UFPA) e Câmara de Dirigentes Lojistas de Belém (CDL), que participam, direta e indiretamente, das análises de propostas destinadas ao desenvolvimento socioeconômico e produtivo de Belém e demais municípios da Região Metropolitana.
"Esse levantamento é um marco na história da economia do município, já que esta é a primeira vez que um projeto desta magnitude é realizado em nossa cidade. Essa é a tônica do projeto Belém 400 anos”, destacou Zenaldo Coutinho, prefeito de Belém, acerca dos diagnósticos que serão produzidos a partir das oficinas.
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