Economia

Governo garante incentivos fiscais para empresas por mais 15 anos

No fim do mês de maio, o Governo do Estado se comprometeu a prorrogar por mais 15 anos os incentivos fiscais para empresas no Pará. Além disso, o processo de concessão passou por uma evolução para assegurar ainda mais os benefícios que as empresas trarão ao Estado.

No fim do mês de maio, o Governo do Estado se comprometeu a prorrogar por mais 15 anos os incentivos fiscais para empresas no Pará. Além disso, o processo de concessão passou por uma evolução para assegurar ainda mais os benefícios que as empresas trarão ao Estado. Será dada prioridade aos empreendimentos que verticalizem a produção, ou seja, indústrias de transformação. Além disso, outro ponto importante será a instalação destes projetos em regiões com baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), com intuito de aquecer a economia, gerando empregos e desenvolvendo áreas como o comércio, serviços e construção civil.

“Participando da comissão de incentivos fiscais, a gente vê uma demanda muito grande das empresas que hoje são beneficiadas. Se esses incentivos fossem retirados, elas ficariam em desvantagem em relação a outras empresas que estão vindo de fora e já têm o benefício. Considerando o cenário de recessão que vivemos hoje no Brasil e todo custo amazônico e de instalação de uma empresa no Pará, precisávamos manter esse pacote de incentivos por mais tempo”, explica a secretária adjunta de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia, Maria Amélia Enriquez.

As empresas que recebem esses incentivos há mais tempo também passarão por um processo gradativo de retirada dos benefícios, para que novas empresas tenham a oportunidade de se instalar em solo paraense. “A ideia é tenta reduzir gradativamente, para que a empresa não tenha impacto imediato, para que não tenha a sensação de, após 15 anos, os benefícios serem cortados repentinamente. O que propomos é uma gradualidade nessa redução. Na verdade, essa renovação, assim como outros critérios da política de incentivo que estamos mapeando – inclusive de sustentabilidade, responsabilidade social corporativa das empresas, o tipo de tratamento social que ela tem dado para ao local de atuação – entrarão na relação de itens para conceder o incentivo”, detalha a secretária.

Crescimento – Instalada desde 1998 no polo industrial de Barcarena, a empresa Alubar Metais S. A. é uma das que receberam benefícios do Estado para a instalação e trabalham com a verticalização da cadeia do alumínio, produzindo cabos e vergalhões. Com 478 empregados diretos, projetos sociais e políticas internas de incentivo à qualificação profissional dos funcionários, a empresa, assim como as demais do polo industrial, colabora para o desenvolvimento do município.

“Os incentivos fiscais propiciaram as condições para que a Alubar pudesse montar a indústria, fazer esse investimento e dar resultados para a região, para o Estado, com geração de renda, empregos e outros impostos também. A instalação de uma indústria faz com que ocorra o surgimento de outras empresas prestadoras de serviço, que iniciam uma cadeia de rendimentos e arrecadação para Estado, causando o aquecimento da economia. Hoje estamos praticamente dobrando o faturamento da Alubar, oferecendo produtos com mais valor agregado, o que impacta diretamente. Temos empregos 478 empregos diretos, 715 indiretos, projetos sociais patrocinados pela empresa, como o Japiim, a Catavento. Nada disso seria possível, inicialmente, sem os benefícios oferecidos pelo Governo do Estado”, explica o diretor executivo da empresa, Ricardo Figueiredo.

Cristiani Sousa é moradora de Barcarena e trabalha na fábrica desde setembro de 2002. Ela entrou como analista de sistemas gerais e hoje é responsável pelos recrutamentos e processos de seleção no setor de recursos humanos da Alubar. “A minha história pode ser um exemplo aqui, pois muitas vezes as pessoas comentam que não temos mão de obra qualificada em Barcarena, mas temos pessoas qualificadas que, futuramente, com uma oportunidade que as empresas podem dar, conseguirão esse crescimento. Além dos cursos técnicos, a empresa estimula o funcionário a se qualificar, inclusive com bolsas de incentivo para o colaborador aumente o conhecimento e possa ser promovido para outros cargos dentro da fábrica”, diz Cristiani.

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