Reinserção

Cursos vão capacitar detentos de Icoaraci para novas profissões

Um Termo de Cooperação Técnica firmado na manhã desta segunda-feira, 5, entre a Superintendência do Sistema Penitenciário do Estado (Susipe) e a Associação Beneficente de Capelania Social (Abecas) vai criar 50 vagas em cursos de capacitação para internos do Centro de Detenção Provisória de Icoaraci (CDPI).

A iniciativa para a oferta de aulas de capacitação profissionalizante partiu da Abecas. Atuando nas casas penais do Estado há cerca de cinco anos, a Associação viu nos cursos uma maneira de ampliar seus atendimentos aos detentos, auxiliando assim na formação de novos profissionais.

Três turmas já estão com as aulas programadas. O primeiro curso, oferta 20 vagas e tem carga horária de 80 horas. Previsto para iniciar no próximo dia 20, o curso vai capacitar os detentos na área de eletricidade residencial básica. Haverá ainda capacitação para fabricação de vassouras e refrigeração de automóveis, com 10 e 20 vagas, respectivamente.

Para o coordenador do projeto, Ivan Oliveira, participar da capacitação pode ser algo inédito para a vida de alguns internos. “Temos que oferecer chances de que essas pessoas possam conhecer algo novo, para aí sim conseguirem mudar de vida. Muitas delas não tiveram, fora da cadeia, a chance de cruzar com uma oportunidade dessa”, diz.

Ele explica que as aulas são planejadas para prender a atenção dos internos, tendo mais atividades práticas do que teóricas. “Não pensamos em algo que deixe os alunos na zona de conforto. O material é bem ilustrativo, de fácil compreensão e as aulas são para que eles possam realmente botar a mão na massa e ter contato com os equipamentos”, observa o coordenador.

"O objetivo das aulas é oferecer oportunidades para que os internos voltem a andar no caminho correto”, destacou o presidente da Abecas, pastor Janildo Monteiro. Para ele, o papel da Associação vai além do trabalho religioso desenvolvido nas casas penais. “Nosso papel também é trabalhar com a Susipe como parceira na diminuição do ócio desses detentos”, afirma.

Atender as necessidades da população carcerária que ainda é provisória foi avaliado pelo diretor do Núcleo de Reinserção Social da Susipe, Ivaldo Capeloni, como um ponto positivo. “Essa assinatura ganha ainda mais valor por envolver um público que não podemos atender na Educação formal. É mais um universo de detentos que conseguimos ofertar oportunidades”, diz.

Para o superintendente da Susipe, André Cunha, a formalização de parceiras como essa é benéfica para a população carcerária e essencial na reinserção dos detentos. “Aumentar a qualificação técnica dos detentos é o primeiro passo para que eles não retornem ao sistema em algum momento mais adiante”, relatou.

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