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A Secretaria de Ciência, Tecnologia e Educação Técnica e Tecnológica (Sectet) assinou um convênio com a Universidade Federal do Pará (UFPA) para financiar dois projetos pilotos que estão vinculados ao Projeto Telefonia Celular Comunitária (Celcom). O objetivo da iniciativa é oferecer alternativas baratas de telefonia móvel e acesso à internet para comunidades isoladas na Amazônia.
Desenvolvido pelo Laboratório de Processamento Digital de Sinais (LAPS), da Faculdade de Engenharia da Computação (EngComp/UFPA), o Celcom surge como uma opção viável para beneficiar populações não atendidas por operadoras comerciais. A ideia principal é fornecer às comunidades, de forma totalmente gratuita, serviços básicos de telefonia móvel GSM (conversação e SMS) e acesso à internet com taxa média de 40 kbps (equivalente a uma conexão discada).
Como iniciativa piloto serão contempladas, neste momento, uma comunidade rural do município de Irituia e outra na área de abrangência da Floresta Nacional de Caxiuanã. A iniciativa de investir no Celcom integra as ações previstas pelo planejamento estratégico da Sectet, o qual prevê o investimento na difusão e reaplicação de tecnologias sociais, caracterizadas por apresentar soluções tecnológicas de baixo custo de instalação e manutenção para resolver problemas das comunidades e transformar suas realidades.
“O investimento no Celcom é mais um esforço da Sectet em buscar democratizar o acesso à internet no estado. Junto à Prodepa, estamos investindo na expansão da banda larga em diversos municípios, por meio do Navegapará. O convênio com a UFPA vem para contemplar áreas mais afastadas das sedes, que não são contempladas pelo Programa, nem pelas operadoras convencionais”, ressalta o secretário Alex Fiúza de Mello. A Empresa de Tecnologia da Informação e Comunicação do Estado do Pará (Prodepa) também atua como parceira do Celcom, provendo infraestrutura de transmissão de dados e acesso à rede de telefonia pública.
Alguns dados referentes ao município de Irituia ajudam a vislumbrar os possíveis impactos positivos que o Projeto pode ocasionar. Com população de 31.364 habitantes, sendo 79% situados na zona rural e distribuídos em 48 comunidades, Irituia conta com apenas duas operadoras móveis, que atendem somente a sede do município. As maiores comunidades possuem telefone público, mas sete aparelhos dos dez testados não funcionam. A situação é similar em diversos outros municípios do estado e, por isso, o enorme potencial para que o Projeto seja reaplicado, num futuro próximo, em outras localidades do estado.
O coordenador do Celcom, Aldebaro Klautau, ressalta a importância da parceria com a Sectet para a consolidação do Projeto. “A Sectet deu ao Celcom a oportunidade que faltava para demonstrar, com o apoio da Prodepa, que a inclusão digital em comunidades rurais pode ser mais eficaz nos aspectos técnico e econômico. Isto facilitará a atual articulação para que a legislação dê suporte à telefonia/internet comunitárias, com o Celcom sendo replicado não só na Amazônia, mas em todo Brasil”, finalizou Klautau.
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