Emprego e Renda

Circuito mostra a força e tradição do artesanato paraense em etapa de Belém

A riqueza do artesanato paraense em traços únicos, exposições inovadoras e utilizada como instrumento de geração de renda e consequente combate à crise que afeta a economia brasileira. Assim pode ser definido o Circuito do Artesanato do Pará, que teve a etapa de Belém iniciada nesta quarta, 9, no Praça da Bandeira, centro de Belém. A cerimônia de abertura foi comandada pelo titular da Secretaria de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda (Seaster), Heitor Pinheiro, que destacou a valorização dos artesãos paraenses dentro das Ações de Apoio à Produção e Comercialização do Artesanato Paraense por meio da Política de Geração de Trabalho, Emprego e Renda da Seaster.

“Realizar esse evento, com o porte e a estrutura que montamos aqui e nas cidades do interior por onde ele passou, é acreditar no potencial turístico e econômico do artesanato. É, ainda, valorizar a criatividade de milhares de pessoas que trabalham para projetar o nome do Estado e manter viva uma tradição milenar”, declarou Heitor Pinheiro. O governador Simão Jatene foi representado, na solenidade, pela titular da Secretaria Extraordinária de Integração de Políticas Sociais, Isabela Jatene. “É oportuna e inteligente a realização do evento, sobretudo pelo que representam essas pessoas para a economia e a identidade cultural do Estado. O Circuito é uma ideia que representa bem a política adotada pelo Estado para gerar receita e enfrentar a crise econômica”, destacou.

Antes de Belém, o evento foi realizado em Castanhal e Santarém, gerando uma receita de aproximadamente R$ 40 mil para cerca de 80 expositores de 40 localidades entre municípios, distritos, comunidades remanescentes de quilombos e aldeias indígenas.

Na capital, a estrutura abriga cerca de 200 artesãos de Belém, distritos, ilhas e alguns municípios vizinhos. Nos estandes, também é possível encontrar parceiros importantes no rol de ações sociais realizadas pelo governo do Estado nos quatro cantos do Pará. Um deles é o Núcleo de Articulação e Cidadania (NAC), que apresenta, durante o evento, as atividades e formas de relacionamento com a instituição que atua, entre outras frentes, na integração entre os setores público, privado e sociedade civil organizada.

Exposição - Um dos grandes atrativos da estrutura montada na Praça da Bandeira é uma imensa cúpula em 360 graus, onde a elaboração do artesanato ganha ares educativos ao ser desenvolvido em tempo real por mestres artesãos das mais diferentes tipologias e origens. Sobre um palco e debaixo de uma iluminação especial, a dinâmica gera uma interatividade até então inédita nesse tipo de exposição, sobretudo com o público estudantil. O envolvimento é complementado com a exposição de peças raras, datadas de períodos que antecedem a ocupação da Amazônia pelo homem ocidental, espalhadas sobre penumbras em pontos estratégicos da cúpula. Na parte superior, documentários com a história de grandes mestres artesãos são exibidos a todo momento.

O ambiente em 360 graus integra o processo de “encantamento” e aprofundamento sobre a elaboração e história do artesanato paraense. A intenção é reforçar a importância das peças expostas e, consequentemente, potencializar o sentido de comercialização do que se encontra nos estandes posicionados estrategicamente na saída da cúpula. Tanto quanto aguçar o paladar dos visitantes, o governo do Estado quer aumentar o conhecimento popular sobre essas tradições tanto milenares quanto essenciais para a sobrevivência de milhares de profissionais.

Cadastramento - Para o titular da Seaster, Heitor Pinheiro, investir na qualificação do artesão paraense significa, antes de tudo, qualificar e valorizar uma arte que atravessa gerações. Por isso mesmo, a exemplo do que aconteceu em Castanhal e Santarém, a ideia é cadastrar todas as pessoas que hoje desenvolvem artes a partir das tipologias disponíveis, mas ainda permanecem de fora do banco de dados da Secretaria, que conta com cerca de 3 mil profissionais registrados. Essa iniciativa ganha força com o projeto de Lei que reconheceu, em meados de 2015, a atividade de artesão como profissão regulamentada.

A artesã Débora Feitosa, de Aurora do Pará, é um exemplo dessa satisfação. Quando recebeu no estande onde trabalha o secretário Heitor Pinheiro e a secretaria Isabela Jatene, ela mostrou a carteira de artesã, conquistada depois de muitos anos de espera, e falou da satisfação que representa o documento para ela. “Isso aqui (carteira) representa, acima de tudo, a valorização do meu trabalho. Agora, além de participar das feiras, terei orgulho em interagir com outros profissionais e instituições de outros estados. Eu estou muito feliz. Muito feliz mesmo”, declarou.

Também participaram da abertura da cerimônia de abertura do evento a diretora geral do programa CredCidadão, Tetê Santos; a presidente da Fundação Cultural de Belém (Fumbel), Eliana Jatene; a diretora do Núcleo de Articulação e Cidadania (NAC), Danielle Kayath; e o secretário adjunto de Turismo, Joy Colares. O Circuito do Artesanato do Pará seguirá até o próximo domingo, 13. No final de semana, a exposição acontecerá durante todo o dia. Durante a semana, a programação terá início às 17h. A expectativa é que cerca de 60 mil pessoas passem pelo local, que tem entrada gratuita e irá contar com exposições, praça de alimentação e palco para a apresentação de shows e dança.

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