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'Pelas Tormentas' vence o 14º Servifest em noite de emoção e talentos

A canção de Alfredo Reis, servidor da Secretaria de Cultura (Secult), levou o prêmio máximo, de R$ 15 mil, na final do 14º Festival de Música do Servidor Público do Pará (Servifest), que ocorreu no último sábado (12) no teatro Margarida Schivasappa, da Fundação Cultural do Pará (FCP)

Servidor da Secult, Alfredo Reis compôs e interpretou 'Pelas Tormentas', canção vencedora do Servifest, que levou ainda o prêmio de melhor arranjo (Foto: Carlos Sodré /Ag. Pa)

A final do 14º Festival de Música do Servidor Público do Pará (Servifest), no teatro Margarida Schivasappa, da Fundação Cultural do Pará (FCP), foi marcada pela emoção da torcida dos amigos e familiares dos doze candidatos da capital e interior do Estado. Na maioria com temas amazônicos, as canções levaram o público para as águas do rio Tapajós, percorrendo os municípios da região oeste e do arquipélago do Marajó. O Servifest é organizado pela Escola de Governança Pública do Pará (EGPA) e elege as melhores composições, interpretações e arranjos feitos por integrantes do funcionalismo público.

Afuá, Óbidos, Santarém, Belém, Salvaterra e tantos outras cidades paraenses foram cantadas e lembradas, mas apenas três canções venceram, e o primeiro lugar foi para Alfredo Reis, que interpretou a música “Pelas Tormentas”, que já havia ganhado como melhor arranjo na noite anterior e levou na final o prêmio máximo de R$ 15 mil.

E o arranjo foi um dos elementos, além da letra, que deram força à música vencedora, que empolgou a plateia. De voz forte, passos firmes e curtos no palco, o senhor de 56 anos de idade, que já acumula 35 anos de carreira e cinco festivais do servidor, comemorou a primeira vitória no Servifest falando sobre o poder da música que interpretou.

Inspiração - “’Pelas Tormentas’ é uma letra baseada na fotografia pendurada em uma sala onde tem um barco nas tormentas. Essa foi a visão que a gente teve quando compôs a letra. Aquela ânsia de chegar e o amor que está esperando em terra. Eu meu senti um marinheiro ali, conduzindo uma nau, e foi espetacular porque as nuances são ondas de maré, inclusive essa modulação que acontece é justamente a cheia. Então todo esse processo vimos com o Ziza Padilha, que fez o arranjo. Já fazia tempo que a gente vinha atrás desse prêmio”, afirmou Alfredo Reis.

Como na música, os amores deste servidor da Secretaria de Estado de Cultura (Secult) o esperavam – não no rio, mas na plateia. Esposa, filha e cunhada aplaudiam e gritavam o nome do artista. A mais entusiasmada era Nanna Reis, 24, cantora, filha e fã de Alfredo, que não poupou abraços ao pai. “É muito emocionante. Fico mais nervosa do que ele. Foi bem difícil, as músicas foram muito boas, mas estou muito feliz. Ele é o cara da minha vida. Minha maior referência é o meu pai, e foi com ele que aprendi a vivenciar a música de forma até mesmo espiritual”, disse a cantora.

O segundo lugar ficou com a canção “Lembra Só”, composta por Jorge Andrade, da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) e interpretada por Karen Tavares, que tinha uma das maiores torcidas na plateia. A dupla recebeu R$ 12 mil de prêmio. A música “Elegia Tupiniquim”, composta e interpretada por Eduardo Dias, conquistou o terceiro lugar e ganhou R$ 10 mil. O cantor representou a Secretaria Municipal de Educação de Santarém, mas deixou claro que suas canções representavam todo o povo do oeste, em especial Óbidos, sua terra natal.

Valorização - “Gostaria de registrar a imensa satisfação que a Escola de Governança do Estado tem em vivenciar o 14º Servifest. São 14 anos de um trabalho muito árduo para que hoje o festival seja um evento sólido na agenda cultural do Estado e na vida do servidor público. O 15º festival vem aí e tratará novidades. Já estamos trabalhando para isso, não procurando apenas reformular o projeto, mas trazer tudo o que possa melhorar e abrir ainda mais o espaço para que o servidor público possa dividir esse momento com a gente”, disse o diretor geral da EGPA, Rui Martini.

O Servifest abre espaço para novos talentos todos os anos, com foco na valorização artística de servidores estaduais e municipais. Doze servidores subiram ao palco do Margarida Schivasappa para concorrer ao prêmio máximo da noite, no valor de R$ 15 mil. Ao todo, cinco jurados, entre compositores, intérpretes e músicos, avaliaram os seguintes quesitos: letra, música e interpretação. O show – que ainda contou com o samba amazônico do cantor Arthur Espíndola, com o espetáculo "Tá Falado" – foi transmitido ao vivo pela TV Cultura do Pará.


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