Final
Foto: Carlos Sodré /Ag. Pa
Servidor da Secult, Alfredo Reis compôs e interpretou 'Pelas Tormentas', canção vencedora do Servifest, que levou ainda o prêmio de melhor arranjo (Foto: Carlos Sodré /Ag. Pa)
A final do 14º Festival de Música do Servidor Público do Pará (Servifest), no teatro Margarida Schivasappa, da Fundação Cultural do Pará (FCP), foi marcada pela emoção da torcida dos amigos e familiares dos doze candidatos da capital e interior do Estado. Na maioria com temas amazônicos, as canções levaram o público para as águas do rio Tapajós, percorrendo os municípios da região oeste e do arquipélago do Marajó. O Servifest é organizado pela Escola de Governança Pública do Pará (EGPA) e elege as melhores composições, interpretações e arranjos feitos por integrantes do funcionalismo público.
Afuá, Óbidos, Santarém, Belém, Salvaterra e tantos outras cidades paraenses foram cantadas e lembradas, mas apenas três canções venceram, e o primeiro lugar foi para Alfredo Reis, que interpretou a música “Pelas Tormentas”, que já havia ganhado como melhor arranjo na noite anterior e levou na final o prêmio máximo de R$ 15 mil.
E o arranjo foi um dos elementos, além da letra, que deram força à música vencedora, que empolgou a plateia. De voz forte, passos firmes e curtos no palco, o senhor de 56 anos de idade, que já acumula 35 anos de carreira e cinco festivais do servidor, comemorou a primeira vitória no Servifest falando sobre o poder da música que interpretou.
Inspiração - “’Pelas Tormentas’ é uma letra baseada na fotografia pendurada em uma sala onde tem um barco nas tormentas. Essa foi a visão que a gente teve quando compôs a letra. Aquela ânsia de chegar e o amor que está esperando em terra. Eu meu senti um marinheiro ali, conduzindo uma nau, e foi espetacular porque as nuances são ondas de maré, inclusive essa modulação que acontece é justamente a cheia. Então todo esse processo vimos com o Ziza Padilha, que fez o arranjo. Já fazia tempo que a gente vinha atrás desse prêmio”, afirmou Alfredo Reis.
Como na música, os amores deste servidor da Secretaria de Estado de Cultura (Secult) o esperavam – não no rio, mas na plateia. Esposa, filha e cunhada aplaudiam e gritavam o nome do artista. A mais entusiasmada era Nanna Reis, 24, cantora, filha e fã de Alfredo, que não poupou abraços ao pai. “É muito emocionante. Fico mais nervosa do que ele. Foi bem difícil, as músicas foram muito boas, mas estou muito feliz. Ele é o cara da minha vida. Minha maior referência é o meu pai, e foi com ele que aprendi a vivenciar a música de forma até mesmo espiritual”, disse a cantora.
O segundo lugar ficou com a canção “Lembra Só”, composta por Jorge Andrade, da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) e interpretada por Karen Tavares, que tinha uma das maiores torcidas na plateia. A dupla recebeu R$ 12 mil de prêmio. A música “Elegia Tupiniquim”, composta e interpretada por Eduardo Dias, conquistou o terceiro lugar e ganhou R$ 10 mil. O cantor representou a Secretaria Municipal de Educação de Santarém, mas deixou claro que suas canções representavam todo o povo do oeste, em especial Óbidos, sua terra natal.
Valorização - “Gostaria de registrar a imensa satisfação que a Escola de Governança do Estado tem em vivenciar o 14º Servifest. São 14 anos de um trabalho muito árduo para que hoje o festival seja um evento sólido na agenda cultural do Estado e na vida do servidor público. O 15º festival vem aí e tratará novidades. Já estamos trabalhando para isso, não procurando apenas reformular o projeto, mas trazer tudo o que possa melhorar e abrir ainda mais o espaço para que o servidor público possa dividir esse momento com a gente”, disse o diretor geral da EGPA, Rui Martini.
O Servifest abre espaço para novos talentos todos os anos, com foco na valorização artística de servidores estaduais e municipais. Doze servidores subiram ao palco do Margarida Schivasappa para concorrer ao prêmio máximo da noite, no valor de R$ 15 mil. Ao todo, cinco jurados, entre compositores, intérpretes e músicos, avaliaram os seguintes quesitos: letra, música e interpretação. O show – que ainda contou com o samba amazônico do cantor Arthur Espíndola, com o espetáculo "Tá Falado" – foi transmitido ao vivo pela TV Cultura do Pará.
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