Indústria
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O Governo do Estado e a Prefeitura de Santarém firmaram acordo na última quinta-feira (14) para a criação do novo polo industrial do município, que fica no oeste paraense. A planta de 203 hectares tem projeção para 187 lotes. A área, distante onze quilômetros da sede da cidade, foi declarada de utilidade pública pelo Decreto Estadual 1.523/ 16, de 1º deste mês. Para a desapropriação do terreno, são investidos R$ 3,4 milhões de recursos estaduais, por meio da Companhia de Desenvolvimento Econômico do Pará (Codec), em parceria com o Executivo Municipal. Há 30 anos não se criava nenhum novo distrito industrial no Estado.
''O novo distrito industrial atrairá novas empresas e empreendimentos para Santarém e abrigará, entre outras atividades, o setor cerâmico e oleiro locais'', frisou o secretário de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia, Adnan Demachki, que junto com o presidente da Codec, Olavo das Neves, assinou o protocolo de intenções para implementação do distrito industrial em parceria com a prefeitura. Na ocasião, Demachki apresentou para o setor produtivo e a sociedade atual o Programa Pará 2030, planejamento estratégico que define os rumos da economia paraense para os próximos 15 anos, com foco na verticalização das cadeias produtivas.
''Para a desapropriação da área do novo polo industrial, tanto o Estado, por meio da Codec, aloca recursos, como também a própria prefeitura, num total de R$ 3,4 milhões”, observou Olavo das Neves. Santarém já tem instaladas cerca de 40 empresas, que se ressentem de uma área livre para ampliar os parques de atuação, pois a cidade cresceu e os empreendimentos estão distribuídos na área residencial. A intenção é que eles se concentrem no novo polo.
Estado e prefeitura também celebraram um protocolo de intenções com a empresa Campo Rico, que produz 50 mil toneladas de fertilizantes por ano. O grupo se comprometeu em implantar uma nova fábrica em Santarém, com previsão de produzir 300 mil toneladas de produtos, gerando empregos e renda na economia santarena. O empreendimento deve fortalecer a agropecuária da região na medida em que fornecerá o adubo necessário à produção local. A expectativa é que parte da produção santarena possa ser exportada para o Mato Grosso, por meio da logística reversa, ou seja, no retorno de caminhões que trouxerem soja do MT para exportar pelos portos do Tapajós.
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