Cultura

Escritor Daniel Leite se emociona em mais um Sarau Literário da Feira do Livro

“A cultura tem o poder de emocionar”. A frase dita pela professora Ruth Valin marcou o tom do Sarau Literário na manhã desta sexta-feira, 8, no Preventório Santa Terezinha, no bairro do Marco, em Belém, que contou com a presença do escritor paraense Daniel Leite, homenageado pelas crianças atendidas pela instituição e os alunos da Escola Estadual Santa Terezinha, que funciona no mesmo prédio.

Elas cantaram músicas infantis e recitaram trechos das obras “A história das crianças que plantaram um rio” e “A menina árvore”, de Daniel Leite, além de apresentar uma dramatização sobre a primeira obra.

Muito concentrados e com a leitura bem ensaiada, os pequeninos emocionaram a todos, principalmente o escritor convidado para o sarau. Segundo a professora Odinéia Bastos, que orientou os alunos na leitura do livro “A história das crianças que plantaram um rio”, elas soltaram a imaginação durante a leitura da obra, e dessa viagem saíram desenhos, pinturas, colagens e poemas, que enfeitaram o auditório e os corredores da instituição, encantando a todos os presentes.

“Eles não têm o hábito da leitura, mas foram soltando a imaginação conforme a gente ia lendo para eles. O sarau veio completar o nosso trabalho de educação. Esse momento eles nunca vão esquecer”, acredita Bastos. Bruno Moura, de 6 anos, estava eufórico com o evento e disse que tinha gostado muito das histórias dos livros lidos pelas professoras. “Eu gostei mais da menina da árvore”, contou, por sua vez, Kathlen da Silva, de 6 anos.

Depois de acompanhar todas as apresentações, Daniel Leite, emocionado, disse que só uma palavra poderia resumir aquele momento: gratidão. “É tudo o que posso dizer. As crianças compreenderam a mensagem de que é possível sonhar, ao contrário do que seria comum. Isso me faz acreditar no Brasil”, pontuou Leite. “Hoje, aqui no Preventório Santa Terezinha, as crianças me deram uma aula de vida; foi uma verdadeira transfusão de energia”, completou.

Segundo a coordenadora do projeto Livro Solidário, da Imprensa Oficial do Estado, Carmen Palheta, “o Sarau alcançou um patamar dentro das escolas que talvez a gente nem tivesse projetado. As pessoas conseguem se envolver com os livros propostos de uma forma especial e dão uma dimensão muito maior para essa ação de estímulo à leitura que começamos há quase oito anos. Aqui no Preventório foi mais um momento de emoção. E só temos a agradecer a todos os envolvidos no desenvolvimento do Sarau”, pontuou.

O Sarau Literário encerra neste sábado, 9, às 10h30, no Hangar, com uma reunião do melhor que foi apresentado durante a semana em todos os polos que receberam o evento literário. O Sarau Literário é resultado da parceria do projeto Livro Solidário, coordenado pela Imprensa Oficial do Estado (IOE), com a Secretaria de Estado de Cultura (Secult), por meio do projeto Pan-Amazônica na Escola. O evento tem apoio do Núcleo de Articulação e Cidadania (NAC).

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