FÓRUM AMAZÔNIA

Prefeitura de Belém participa de encontro sobre crescimento econômico-social com sustentabilidade

A revista Exame, da editora Abril, promoveu, na manhã desta sexta-feira, 07, em Belém, mais um evento Exame Fórum Amazônia, que reuniu representantes do governo, empresas, consultores e economistas para discutir o tema "O Futuro da Amazônia: Caminhos para Aproveitar a Riqueza Natural com Sustentabilidade".

O encontro ocorreu no auditório da Federação da Agricultura e Pecuária do Pará (Faepa) e contou também com o apoio da Prefeitura de Belém, e teve as presenças do prefeito Zenaldo Coutinho e de secretários e assessores municipais.

O prefeito Zenaldo Coutinho elogiou a iniciativa do Fórum ter sido realizado em Belém e pela oportunidade de discutir temas relativos à realidade do município. “Tivemos a oportunidade de discutir questões que dizem respeito aos grandes centros urbanos da região. Especialmente, falamos de Belém com seus desafios, dificuldades, problemas e as injustiças tributárias que ocorrem no País, com uma distribuição de renda malfeita. E mostramos dados relevantes e importantes sobre a nossa cidade”, destacou o prefeito.

Desafios - O prefeito Zenaldo Coutinho participou do penúltimo debate da manhã, que falou sobre o tema “Os Desafios das cidades da Região Amazônica”. Ao lado do prefeito estiveram Rogério Tavares, vice-presidente da Aegea Saneamento e Participações S.A., e o secretário de Planejamento do estado do Amapá, Eduardo Corrêa Tavares. A mediação ficou a cargo de André Lahóz de Barros, diretor editorial do grupo Exame.

Zenaldo fez um panorama dos números com os quais Belém precisa lidar. “Temos 1,5 milhão de habitantes, nosso domínio territorial alcança 39 ilhas e 14 bacias hidrográficas, e em meio à crise econômica pela qual estamos passando, precisamos nos ater também com a segunda menor renda per capta do Brasil. E ainda assim, conseguimos resolver pendências e colocar o município dentro do conceito ‘Rate B+’, que nos habilita, agora, a operações de crédito”, detalhou Zenaldo.

“O desafio para os próximos dois anos de governo em Belém passa pela modernização por meio das ferramentas tecnológicas de integração do planejamento. E também na consolidação dos investimentos nas áreas de saneamento, macrodrenagem e mobilidade urbana. Com isso, buscaremos elevar os índices de desenvolvimento no município”, complementou.

Painéis - A jornalista da revista Exame, Renata Vieira, abriu os painéis do dia, fazendo uma abordagem sobre mudanças climáticas e o desafio mundial - e brasileiro - de manter sob o limite de 1,5 grau o aquecimento do Planeta, até 2030. “O Brasil está entre os dez países que mais emitem gases de efeito estufa, e o Pará está em primeiro lugar como maior emissor. Manter o limite de 1,5 grau é urgente e necessário. Se nada for feito, esse número pode chegar a 4 graus, o que vai se configurar em um caos ambiental”, alertou a jornalista.   

No segundo momento do dia houve um debate sobre a mineração na região e como aproveitar essas riquezas com o mínimo impacto socioambiental, que contou com as participações de Raul Porto, gerente-executivo do Instituto Brasileiro de Mineração; Fábio Abdala, gerente de sustentabilidade da Alcoa; e João Meirelles, diretor do Instituto Peabiru.

Valdecir Tose, presidente do Banco da Amazônia, fez uma palestra sobre “Financiamento da Economia Verde”. Ele também participou do debate “Agropecuária no Pará: a Expansão da Nova Fronteira Agrícola Brasileira”, juntamente com Carlos Xavier, presidente da Federação da Agricultura e da Pecuária do Pará, e Altair Burlamaqui, pecuarista do município de Castanhal, com mediação de André Lahóz de Barros.

Olivier Girard, sócio da consultoria Macrologística, falou sobre “As Soluções para os Nós Logísticos do Pará e da Região Norte”. O encerramento do Fórum foi com economista-chefe da empresa MB Associados, Sérgio Vale, que fez um talk show sobre os desafios do novo presidente do Brasil.

Sérgio apontou que desafio maior do futuro governo é mais político que econômico. “A questão que persiste ainda é da reforma da Previdência, que precisa ser feita com urgência”, disse o economista.

Este foi o terceiro encontro Exame Fórum Amazônia do ano. O primeiro foi realizado em Porto Velho (RO), com o tema "Mais Riqueza e Mais Sustentabilidade", que discutiu os passos necessários para o próximo salto competitivo da Amazônia. O segundo foi em Manaus, no Amazonas (AM), que versou sobre “Negócios na Capital Verde do Mundo” e as oportunidades de negócio na região Norte, assim como entraves que precisam ser solucionados.

Para André Lahóz de Barros, a iniciativa é o primeiro projeto de muitos para a região Norte. “Esses encontros buscam tratar do equilíbrio entre o desenvolvimento econômico desejável e a sustentabilidade”, explicou.

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