HOMENAGEM
O público compareceu cedo para prestigiar o documentário em homenagem a Dona Onete. (Foto: RedePara.Web.ViewModels.Sgn.Foto?.credito)
Simpatia, carisma e talento. Com essas qualidades que Ionete da Silva Gama, a Dona Onete, conquistou seu espaço entre os grandes nomes da música popular brasileira atual. A trajetória da artista, que lançou seu primeiro disco aos 72 anos e passou alguns desafios na vida pessoal, foi retratada no documentário “Dona Onete – Flor da Lua”, que foi exibido no Cine Olympia, na noite da última sexta-feira, 21.
A exibição do filme contou com a presença de Dona Onete, do diretor do longa, Vladimir Cunha, e de centenas de fãs que esperavam ansiosos pela sessão. O químico Elivelton Barbosa, de 23 anos, garantiu o assento na primeira fileira. Conterrâneo da artista do município de Igarapé Miri, localizado no nordeste paraense, o jovem acompanha a trajetória da cantora desde o inicio. “Como ela é da minha cidade, eu acompanho a trajetória dela, pois gosto de saber um pouco dos artistas locais, além de gostar muito do trabalho dela”, comentou.
O casal Rogério Fernandes e Edilene de Jesus juntou a vontade de voltar ao Cine Olympia depois de 20 anos e a curiosidade de saber um pouco mais da trajetória da artista que encantou eles e a filha Anna Luiza, de 4 anos, com a música “No meio do Pitiú”. “Nós queremos saber como foi o início do trabalho, pois ela veio fazer carreira com uma certa idade, e acredito que o filme vai retratar isso”, comentou Rogério, que também destacou o orgulho de ver uma artista da terra com tanto sucesso. “Dá um orgulho, isso mostra a cultura paraense lá fora”, completou.
A grande homenageada da noite chegou ao Cine Olympia acompanhada do diretor do documentário, e não escondeu a felicidade de compartilhar um pouco da sua vida com os fãs. “Uma emoção muito grande e um agradecimento enorme por esse público do meu Pará. Esse carinho que estão me dando, não são todos que merecem”, comentou emocionada. Dona Onete também destacou a emoção de ver o filme ser exibido no cinema mais antigo do Brasil em atividade. “Tenho memória de dentro daqui deste cinema. Outros filmes conhecidos passaram aqui e agora o povo vai saber um pouco mais da minha historia”.
O documentário, que estreou esse ano, foi o primeiro registro da carreira musical da cantora, e mescla entrevistas produzidas especialmente para o DVD e trechos de show no Teatro Margarida Schivasappa, onde foi acompanhada por Pio Lobato (guitarra), Daniel Serrão (sax tenor e teclados), JP Cavalcante (percussão), e Breno Oliveira (baixo). O diretor Vladimir Cunha conhecido por dirigir filmes com a temática paraense, como Brega S/A, revelou que a princípio seria apenas uma gravação de DVD, mas o projeto se transformou em um filme devido a riqueza da personagem. “Inicialmente seria um apenas um registro do show, de repente achamos que seria interessante transformar aquilo em um filme, pois tinha uma história por trás. Uma senhora que teve uma vida complicada, que se encontrou na música e que carrega muita verdade no que faz”, explica.
O diretor se disse feliz pela exibição do filme no Cine Olympia. “É legal ver o nome dele na marquise do cinema. É muito bacana ter um espaço como o Olimpya, pois cinema de rua é muito importante. Muito bom também, que as pessoas possam vir de graça”, comenta.
Segundo Marco Antônio Moreira, diretor de programação do Olympia, o cinema municipal busca sempre dar espaço para cultura paraense. “A programação do Olympia tem sempre a preocupação de dar espaço para produção paraense, inclusive, temos um projeto chamado de Curta Olympia, que permite que todo mês a gente exiba uma produção nossa”, explica.
Serviço – Sessões do documentário “Dona Onete – Flor da Lua”, dias 27, 18h30; 28, 18h30; 29, 18h30 e 30, com sessão às 16h30. A entrada é gratuita.
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