'Classe Hospitalar'

Programa apresenta ações pedagógicas para 2019

A Secretaria de Estado de Educação (Seduc), por meio da Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará (FSCMPA), realizou nesta quarta-feira (27) a apresentação do plano pedagógico da Classe Hospitalar e Atendimento Domiciliar (CHAD/PA). O evento foi conduzido pela equipe de professores da Seduc e ocorreu no auditório da Santa Casa, contando com a presença de alunos, professores e representantes da secretaria.

O objetivo do evento, que busca fortalecer o vínculo entre a saúde e a educação, é apresentar as ações pedagógicas a serem desenvolvidas ao longo do ano com crianças, adolescentes, jovens, adultos e idosos atendidos nos espaços de acolhimento.

A Classe Hospitalar e Atendimento Domiciliar é um programa da Seduc, que há 16 anos é encarregado de levar atendimento educacional em ambientes hospitalares e domiciliares de pessoas em tratamento de saúde, seja ele a longo ou curto prazo. A missão é proporcionar suporte pedagógico às instituições públicas de saúde, em parceria com as escolas detentoras de alunos em tratamento, assim como prestar apoio psicológico às famílias.

Além do Atendimento Domiciliar, a Classe Hospitalar está presente em sete espaços dentro da Região Metropolitana de Belém (RMB), são eles: Hospital Metropolitano, Santa Casa, Hospital Oncológico Octávio Lobo, Hospital Barros Barreto, Hospital das Clínicas Gaspar Viana, Abrigo João Paulo II e Espaço Acolher.

A coordenadora da Classe Hospitalar, Fernanda da Costa, explica que os alunos desses espaços são atendidos diariamente. Os que são atendidos em casa recebem a visita de professores mensalmente. Ela destaca os desafios e o mérito de se trabalhar com o programa. “A cada dia me sinto mais realizada não só profissionalmente, como também pessoalmente. Ver a alegria das crianças e a satisfação dos professores em fazer parte do programa me deixa emocionada”, acrescentou.

Segundo a professora Roseane Alcântara, o currículo utilizado pelos alunos da Classe Hospitalar é o mesmo das escolas regulares. Ela destacou também que todo o planejamento é feito pela Seduc. “Todo conteúdo programático é da escola onde o paciente estudava antes. Nós fazemos uma ponte entre os alunos e a escola”, pontuou.

Proposta – Uma das propostas pedagógicas realizadas no Espaço Acolher, onde é feito o acompanhamento das vítimas de escalpelamento nas embarcações, é trabalhar as diferentes culturas e linguagens das alunas ribeirinhas, interligadas aos conteúdos das diversas áreas do conhecimento.

De acordo com a coordenadora do Espaço Acolher, Denise Mota, após a saída do hospital, as vítimas de escalpelamento vão para o Espaço e ficam lá por meses, já que o tratamento deve ser de longo prazo. “Nós atendemos Educação Infantil, Ensino Fundamental, Ensino Médio e Educação Jovem e Adulta (EJA), com apoio da Universidade do Estado do Pará (Uepa)”, explica. Para ela, a equipe tem o desafio de se renovar todos os dias para trabalhar com as pacientes.

As ações educacionais nos hospitais e casas de apoio ocorrem nas brinquedotecas, leitos e salas de aulas localizados no espaço da pediatria, ambulatórios e demais clínicas atendidas pelo programa. As aulas tiveram início no dia 4 de fevereiro e cerca de 600 alunos serão atendidos tanto na Classe Hospitalar, quanto no Atendimento Domiciliar. Em 2019, a perspectiva é que seja inaugurada uma Classe Hospitalar no Hospital Regional de Santarém.  


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