Requalificação da BR

Governo segue com cronograma de obras da Nova BR-316

Quem trafega pela BR-316 já percebeu que a rodovia está em obras e que existem mudanças no trânsito, mas que não atingem significativamente a população. São os serviços de requalificação dos primeiros 10.8 km da via, que seguem conforme previsto no cronograma de trabalho. Nesses primeiros três meses de 2019 estão sendo feitos o remanejamento dos postes que estão dentro da faixa de domínio da obra e a construção de quatro dos 13 conjuntos de estações e passarelas, localizados nos kms 3, 6, 7 e 9.

O cronograma operacional prevê 19 meses de obras, com execução dividida em três períodos: chuvoso, seco e chuvoso. Neste primeiro momento, os trabalhadores preparam o solo e as fundações no canteiro central da rodovia para a construção das estações de passageiros e passarelas dos números 4, 6, 7 e 9.

Já estão sendo realizados os trabalhos de tapume, sondagem para a substituição de material onde for necessário e lançamento de concreto. As passarelas que existem hoje serão substituídas por novas, pois o projeto de implantação do sistema BRT de transporte na BR-316 inclui a implantação de 13 passarelas de travessia da rodovia em pontos onde serão instaladas as estações de transbordo do sistema.

Em cada passarela foi considerada a implantação de rampas, garantindo a acessibilidade plena a portadores de deficiência nos acessos laterais e central. Por isso, antes de receber a estrutura montada, a fundação de pilares nos canteiros já começou a ser feita.

Paralelo a isso, também começou a construção do Centro de Controle Operacional (CCO), localizado no complexo do Comando Geral da Polícia Militar, na avenida Augusto Montenegro. O Centro será responsável pela operacionalização do sistema BRT Metropolitano e BRT Belém, futuramente integrados.

Para o próximo mês, abril, considerado mais seco, as obras avançam mais: outros conjuntos de estações devem ser iniciados, assim como o lançamento de drenagem no canteiro central e lateral em etapas ao longo da rodovia, um trabalho importante que visa acabar com o problema crônico do alagamento.

Nova BR-316 – O projeto das obras do Sistema Troncal de Ônibus da Região Metropolitana de Belém abrange trechos que cruzam os municípios de Belém, Ananindeua e Marituba, somando 10,8 quilômetros de extensão. Trata-se de um obra para otimizar a mobilidade interna, fortemente prejudicada pelo aumento no fluxo de transporte e alto incremento de veículos na frota do Estado, aliado à necessidade de um sistema eficiente de transporte público por ônibus na RMB.

Serão implantadas pistas com três faixas de rolamento com pavimento flexível nos dois sentidos; uma faixa em cada sentido, exclusiva para o BRT (Bus Rapid Transit); duas ciclovias, sendo uma em cada sentido; gramado próximo à ciclovia; dois passeios para circulação de pedestres com 2,5 metros de largura; faixa de piso tátil; rampas de acessibilidade e mobiliário urbano e paisagismo.

Também serão instaladas 26 estações de passageiros (em ambos os sentidos) e 13 passarelas de pedestres ao longo do canteiro central. Além disso, estão previstos dois terminais do BRT; o CCO; quatro túneis de acesso subterrâneo aos terminais e o viaduto de Ananindeua, que permitirá a ligação direta entre as áreas ao sul da BR, como os conjuntos Julia Seffer e Aurá à Cidade Nova.

“Essas obras deveriam ter começado em julho passado, quando teríamos dois tempos secos e apenas um chuvoso, porém, a ordem de serviço foi dada somente em dezembro passado”, explica o engenheiro Eduardo Ribeiro, diretor-geral do Núcleo de Gerenciamento de Transporte Metropolitano (NGTM), órgão estadual responsável pela execução do projeto.

Apesar dos desafios climáticos, Ribeiro destaca a complexidade e necessidade das obras de requalificação da BR. “É de fundamental importância para o ordenamento da BR, principal via de entrada de Belém e na Região Metropolitana. O prazo para que isso ocorra é desafiador. Uma obra no valor de R$ 385 milhões, com muitas interferências. Vai envolver a compreensão da população para chegarmos a uma condição melhor de trafegabilidade na Região Metropolitana de Belém”, afirma.

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