Regional do Tapajós
Foto: ASCOM / AGE
A Auditoria Geral do Estado concluiu mais uma etapa do processo de investigação preliminar, instaurado para apurar irregularidades, na execução das obras de cinco unidades hospitalares no Pará. (Foto: ASCOM / AGE)
A Auditoria Geral do Estado (AGE) concluiu mais uma etapa do processo de investigação preliminar instaurado para apurar irregularidades na execução das obras de cinco unidades hospitalares no Pará. O Hospital Regional do Tapajós, em Itaituba, sudoeste paraense, foi alvo de uma visita técnica nesta terça-feira (12). A equipe concluiu que mesmo estando perto da finalização, a obra ainda necessita de adequações.
Os equipamentos de apoio técnico e logístico que vão garantir o funcionamento de setores como lavanderia, cozinha e central de esterilização, ainda nem puderam ser instalados. "A construtora não recebeu as especificações dos equipamentos que foram comprados pelo Estado e, por isso, não pôde iniciar a instalação. Atraso que podia ter sido evitado pela antiga gestão, com uma simples troca de informações", disse Renata Carvalho, gerente de projetos e obras da AGE.
A construtora atribuiu à falta de pagamento o atraso na execução do serviço. O projeto inicial previa 540 dias de trabalho e o contrato já está vigente há quase dois mil dias. O Hospital Regional do Tapajós foi orçado em R$ 122 milhões de reais e os gastos já ultrapassam a casa dos R$ 148 milhões.
Na lista da investigação preliminar da Auditoria Geral do Estado também estão o Regional de Castanhal; o Abelardo Santos, em Icoaraci; o Hospital do Caeté, em Capanema, e o Santa Rosa em Abaetetuba. Este último deve ser o próximo a receber a visita da AGE.
"Já estamos na reta final de análise. Os contratos já foram quase todos auditados e as visitas técnicas são para confrontar dados e fatos. Nas próximas semanas, já teremos um parecer final, quando vamos conhecer a dimensão da consequência da falta de gestão do governo no passado", afirmou Giussepp Mendes, auditor geral do Estado.
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