'Paciente Seguro'

Mais três hospitais paraenses aderem a projeto nacional

O projeto é coordenado pelo Hospital Moinhos de Vento e desenvolvido por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS).

Mais três hospitais públicos paraenses vão participar do projeto Paciente Seguro para a implantação do Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP), do Ministério da Saúde: Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência, Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo e o Hospital Municipal de Santarém. No primeito momento da iniciativa, houve a participação do Hospital Regional do Baixo Amazonas – em Santarém.

O PNSP objetiva contribuir para a qualificação do cuidado em estabelecimentos de saúde, melhorando a segurança do paciente em hospitais públicos. Já o projeto é coordenado pelo Hospital Moinhos de Vento e desenvolvido por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS).

De acordo com informações contidas no site do Hospital Moinhos de Vento, estudos na Inglaterra mostram que um em cada dez pacientes pode ter um evento adverso relacionado aos cuidados que recebe em hospitais. Entretanto, metade desses eventos pode ser evitável.

Um artigo recente da Universidade Johns Hopkins mostrou que 251 mil óbitos ocorridos anualmente nos Estados Unidos são decorrentes de alguma falha no processo médico-assistencial, sendo apenas ultrapassado por câncer e doenças cardiovasculares. No Brasil, o cenário da ocorrência de eventos adversos não é diferente dos demais países. Em hospitais brasileiros, acredita-se que cerca de 67% dos erros que ocorrem podem ser evitáveis.

Para modificar esse cenário, o Projeto Paciente Seguro trabalha com diversos temas, ou seja, identificação do usuário, comunicação efetiva, cirurgia segura, higiene das mãos, segurança de medicamentos, quedas e lesão por pressão. E uma das estratégias principais do projeto é a educação de pacientes, familiares e acompanhantes.

O Programa – Para participar do Projeto Paciente Seguro, o hospital precisa fazer um cadastro no site do Ministério da Saúde, receber visita técnica, ser selecionado e assinar um termo de adesão. A primeira reunião de alinhamento com representantes do Ministério da Saúde, do Hospital Moinhos de Vento e dos hospitais selecionados será realizada na próxima segunda-feira (18), das 9h às 10h30, no auditório do Hospital Ophir Loyola (HOL).

Durante a implantação do PNPS nesses hospitais, serão desenvolvidas ações, como produção de materiais educativos, formação de profissionais com competências para executar ciclos de melhoria contínua nos hospitais, integração das instituições participantes para promover a troca de experiências e aprendizado, além da educação de usuários do SUS. O PNPS também inclui o desenvolvimento de ferramentas de Gestão, Educação e práticas compartilhadas.

Reunião – Uma reunião marcada para o dia 18 de março, com a presença da fisioterapeuta e técnica do PNSP, Luciana Yumi Ue, e do secretário de Estado de Saúde, Alberto Beltrame, discutirá mais detalhes sobre a participação das unidades de saúde. Para o titular da Sespa, medidas simples podem evitar diversas situações que colocam em risco a vida do paciente internado. “A segurança do paciente é um tema atual no mundo todo que merece atenção de todas as instituições hospitalares”, avaliou.

Já Luciana acredita na importância de haver integração entre os hospitais públicos para troca de experiências e de processos de trabalho bem sucedidos, para que cresçam juntos e fortaleçam a rede de serviços do Sistema Único de Saúde (SUS). “A segurança do paciente é muito ampla e tem que envolver toda a equipe”, observou a representante do Ministério da Saúde.

A proposta é que os trabalhadores e educadores participem do desenvolvimento do projeto. As próximas etapas do Paciente Seguro no Pará incluem: assinatura do termo de compromisso no dia 9 de abril, 1ª Sessão de Aprendizagem Coletiva nos dia 10 e 11de abril, visitas trimestrais, atividades mensais, coaching permanente remoto, oficinas de trabalho regionais e finalização e apresentação de resultados em novembro de 2020.

A meta é reduzir em 50% os danos aos pacientes. Para isso, a iniciativa trabalha com diversos temas, ou seja, identificação do usuário, comunicação efetiva, cirurgia segura, higiene das mãos, segurança de medicamentos, quedas e lesão por pressão. Uma das estratégias principais do projeto é a educação de pacientes, familiares e acompanhantes.

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