PREJUÍZOS

Defesa Civil presta atendimento às vítimas da maré alta em Outeiro

Equipe da Sesan fez a retirada dos entulhos que foram trazidos pela maré alta

Comerciantes afetados pelas fortes ondas durante o período da maré alta que atingiram a ilha de Caratateua receberam na manhã desta segunda-feira, 25, os atendimentos da Prefeitura de Belém, por meio da Defesa Civil Municipal. Muitos estabelecimentos foram vistoriados, e 11 pontos comerciais notificados por estarem em situação de risco. A elevação do nível das águas da baía do Guajará, que chegou a mais de 4 metros, ocasionou uma série de estragos a bares e restaurantes no distrito de Outeiro, em Belém.

“A Prefeitura de Belém, por meio da Defesa Civil Municipal, tem feito alertas com o objetivo de prevenir essas situações de riscos. Para melhor atender a Outeiro, montamos uma equipe de gerenciamento de crise que trabalha em parceira com a Administração Regional do Outeiro no mapeamento de possíveis estabelecimentos em situação de risco”, explicou Carol Rezende, coordenadora da Defesa Civil Municipal.

Ruth Cardoso, de 45 anos, teve seu estabelecimento destruído pelas ondas na tarde do último domingo, 24. A construção irregular na beira da praia favoreceu o acidente. “Eu perdi tudo, perdi meu trabalho e minha moradia”, lamentou Ruth. Além do sofrimento de não ter onde morar e trabalhar, a comerciante teve seus bens furtados. “Durante a alta da maré, pessoas maldosas se aproveitaram da situação e levaram meus bens, como freezer, celular, roupas e minha renda”, contou a comerciante.

O comerciante Sergio Feitosa, de 40 anos, lamentou as perdas. “Perdemos vários eletrodomésticos com a maré alta, e vários pontos do bar foram comprometidos por conta das fortes ondas. Nossa ideia é reformar o que foi danificado e recomeçar as atividades, pois dependemos das vendas”, antecipou o comerciante.

Providências - Uma equipe técnica do Centro de Referência de Assistência Social (Cras-Outeiro) esteve no local levantando informações e conhecendo as reais necessidades das vítimas. “Neste primeiro momento, estamos conhecendo as famílias e vítimas, pois temos situações distintas. Todos os envolvidos serão inseridos no nosso plano de acompanhamento para saber se podem ou já recebem benefícios e assistências, além de receber os atendimentos psicossociais no Cras”, detalhou Felipe Gonçalves, coordenador do Cras-Outeiro.

Com a elevação da maré, entulhos e muito lixo domiciliar foram arrastados para as calçadas. Equipes de limpeza urbana da Administração Regional do Outeiro (Arout) e da Secretaria de Saneamento (Sesan) montaram um grande mutirão de limpeza que tem atendido às áreas mais afetadas pelo fenômeno natural.

“Estamos integrando as secretarias e órgãos do município para ajudarmos as pessoas afetadas. Estamos realizando vistorias técnicas e pensando em modelos de construções mais seguras e sustentáveis para ajudar os permissionários das barracas da praia”, destacou Yan Miranda, agente administrativo de Outeiro.

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