Inspiração

Servidor diagnosticado com diabetes e hipertensão encontrou no esporte a saúde que buscava

“Juro que eu fiquei desesperado quando vi o diagnóstico”, expressou o médico ginecologista e obstetra Jorge Vaz, em 2006, quando foi informado que tinha diabete e hipertensão, a chamada Síndrome Plurimetabólica.

A síndrome consiste no aumento do colesterol, do triglicerídeo, da pressão e o aumento da glicose no organismo. “O anúncio, pra mim, veio como um recado, como uma chance enviada: pega esse cavalo que tá passando, porque é o último que tem pra ti. O meu triglicerídeo era quase de dois mil, quando o normal é de 180”, contou Jorge.

Para ele, esses índices foram decorrentes, por um lado, pelo fator genético e por outro,  pela má alimentação. “Eu era sensível ao açúcar e ao álcool e teria que eliminá-los. Como vou ficar sem o meu vinho e a minha cerveja? Já que só poderia beber um copo, no máximo. Resolvi mudar e já estou sem beber há mais de 14 anos”.

O triglicerídeo causa pancreatite e infarto agudo do miocárdio. “Eu me disse: fostes salvo. O meu pai sofreu um infarto com 49 anos de idade, quando eu tinha apenas 17 anos, portanto era hereditário em mim e eu nem sabia”, disse.

Hoje, aos 62 anos, Jorge Vaz é corredor de rua e já participou de algumas maratonas, que possuem percursos de 42km. Jorge é bicampeão do eixo Rio-São Paulo (2017-2018) no Ranking da Revista Contra Relógio, especializada em corrida de Rua. Participou da famosa Maratona de Boston nos Estados Unidos, com índice para corredores entre 35 a 39 anos. “Corri a três graus abaixo de zero, sob chuva e enfrentei, ainda, vento forte e granizo”, orgulha-se. Atualmente, o médico ocupa a terceira colocação do Brasil em Maratonas. Em Belém, tem obtido o primeiro lugar na sua faixa etária em toda as corridas que participa, independente do percurso.

O médico e atleta atribui a reversão do seu quadro de saúde devido a mudança de hábitos e de qualidade de vida que teve que se impor ao incluir a modalidade esportiva na sua rotina. “Comecei a usar a medicação, fazer exercício físico, correr nas ruas e a minha qualidade de vida melhorou”, disse. Os índices metabólicos de Jorge diminuíram muito. “Hoje não tomo mais remédios para triglicerídeo e nem para colesterol, a minha taxa é de 48”, informou.

Jorge vê com o seu exemplo que é possível, com a pratica esportiva e mudanças nos hábitos alimentares, estabelecer uma nova qualidade de vida para qualquer pessoa. “Pratique esporte porque ele vai ser benéfico para a sua saúde, aumentando o teu tempo de vida. Escolha o esporte que ajude no seu condicionamento físico”, receitou. Aos pacientes que já foram diagnosticados com alguma doença, Jorge recomenda procurar um médico, se possível, ligado ao esporte, para obter o consentimento para iniciar as atividades físicas.

Jorge Vaz é doutor em Infecção na Gravidez  pela UFRGS/UFPA e professor Adjunto da Universidade Federal do Pará, servidor concursado do Estado e a, atualmente, está a disposição do Departamento de Bem Estar Social da Assembleia Legislativa do Estado do Pará (Alepa).

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