5G BATE À PORTA!

Operadoras brasileiras admitem que a nova tecnologia vai demorar para chegar no país

Enquanto o mundo volta os olhos para o advento da tecnologia 5G, que estará em pleno funcionamento em alguns mercados do mundo ainda este ano, as operadoras Claro, Vivo, TIM e Oi, que atuam no Brasil, jogam um balde de água fria na expectativa dos internautas brasileiros.

Enquanto o mundo volta os olhos para o advento da tecnologia 5G, que estará em pleno funcionamento em alguns mercados do mundo ainda este ano, as operadoras Claro, Vivo, TIM e Oi, que atuam no Brasil, jogam um balde de água fria na expectativa dos internautas brasileiros, advertindo que, por aqui, as redes de quinta geração devem ser lançadas apenas depois de 2021.

A tecnologia 5G promete velocidades de conexão superiores a 1 gigabyte e menor latência para aplicação da internet das coisas. A latência é a diferença de tempo entre o início de um estímulo e a percepção de seus efeitos. A internet das coisas é um conceito em que o real e o virtual se conectam para tornar o mundo mais inteligente em diversos segmentos, melhorando eficiência e controle de objetos, aparelhos, imóveis e até cidades inteiras.

Esta semana, milhares de pessoas debatem temas afeitos à tecnologia e à internet no Mobile World Congress 2019, em Barcelona. O assunto dominante nesta quinta-feira, 4, foi a tecnologia 5G. Um estudo denominado "The Mobile Economy 2019" revela que a tecnologia 5G vai responder por 15% das conexões móveis no mundo até 2025, o que corresponde a 1,4 bilhão de conexões, e que 16 mercados iniciarão suas redes comercialmente neste ano. Coreia do Sul e Estados Unidos lideram o movimento, mas o pioneiro foi o Qatar, que já tem rede 5G instalada desde o ano passado, embora sem smartphones compatíveis.

Para que isso se torne realidade no Brasil e chegue, por exemplo, ao Pará, ainda vai passar muita água por baixo da ponte. Todo mundo sabe que o movimento em direção a uma era de conectividade inteligente começa a eclodir nos Estados Unidos, percorre a Europa, repercute no Oriente Médio, mas leva muito mais tempo para se assentar no Brasil - e mais ainda para chegar a uma região como a Amazônia, apesar de a tecnologia evoluir cada vez mais rápido em todo o Planeta.

Os estudiosos estimam que o desenvolvimento na Internet das Coisas, big data e inteligência artificial será o principal fator de crescimento econômico nos próximos anos, prevendo-se uma economia móvel avaliada em US$ 3,9 trilhões. Só o mercado de internet das coisas vai movimentar nada menos que US$ 1,1 trilhão em 2025. Até lá, os Estados Unidos estarão com 50% de suas redes com 5G, seguidos da China e da Europa, com 30%. No resto do mundo, a tecnologia 4G neste mesmo 2025 ainda estará chegando ao topo de 60% de participação.

No Brasil, a expansão possível da tecnologia 4G ainda é um campo fértil. Além disso, a aplicação da tecnologia 5G depende de fatores como a adaptação de aparelhos, a criação de softwares e a própria mudança no comportamento das pessoas. A principal preocupação das operadoras é não colocar o carro na frente dos bois: cautela para não investir dinheiro sem perspectiva imediata de retorno.

A tecnologia 5G tem um custo alto de implementação. Precisa de mais antenas, de mais pontos, mais condições para aumentar a velocidade, o que implica usar faixas de alta frequência com maior ocupação de espaço na cobertura de determinadas áreas.

A Anatel, que já debate o assunto, deverá leiloar as primeiras faixas de 5G (em 3,5 GHz) no final deste ano. Serão necessários pelo menos mais dois anos para limpar essa frequência, evitando interferência em transmissões de satélite. A implantação dos primeiros projetos comerciais deve ficar para 2021, mas a tecnologia só vai se disseminar pelo País a partir de 2022, 2023.

Com informações informações de TeleSíntese, Teletime e Tecnoblog

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inovação tecnologia

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