'Ragnarok'

Operação prende seis envolvidos ligados a facção criminosa em Icoaraci

A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta terça-feira (14), a operação denominada “Ragnarok”, que resultou em seis prisões e nas apreensões de porções de droga na área do conjunto Eduardo Angelim, no distrito de Icoaraci, em Belém. O objetivo da missão foi combater integrantes de facções criminosas responsáveis por crimes na área do residencial.

Ao todo, a operação contou com participação de mais de 100 agentes de Segurança Pública, entre policiais civis, militares e guardas municipais. Os presos foram identificados como Mauricio Conceição Souto, Mariane Rocha de Souza, Elzicleia Oliveira Rocha, Robson Luiz Oliveira da Silva, Sebastião Gomes Silva e Wellington de Araujo Rosa.

Durante a ação policial, cinco criminosos fugiram para uma área de mata e estão foragidos. São eles: Daniel Guedes Santiago, conhecido por “Dani”; Matheus Barbosa da Costa; Gabriel Freitas Ramos; Leandro Pereira Fernandes, conhecido por “Verdinho”; e Bruno de Souza Furtado. Matheus Barbosa e Gabriel Freitas são apontados por envolvimento nas mortes de três policiais militares.

Dois envolvidos nos crimes já morreram. Um deles é Jeferson Ângelo de Oliveira, conhecido por "Bola", morto durante confronto com policiais, no último dia 23 de abril, no conjunto Eduardo Angelim. O outro investigado que morreu é Edson José dos Santos falecido enquanto estava em uma casa de detenção. 

A operação contou com o apoio de um helicóptero do Grupamento Aéreo (Graesp) e de policiais da Força Nacional. Sob coordenação da Diretoria de Polícia Metropolitana (DPM), a operação foi comandada pelos delegados Marco Antônio Duarte e Flavia Leal, diretora da Seccional de Icoaraci. Em entrevista coletiva, na sede da Delegacia-Geral, Marco Antonio Duarte explicou que a operação é resultado de seis meses de investigações iniciadas em novembro de 2018, quando duas pessoas foram assassinadas e uma foi vítima de tentativa de homicídio, no conjunto.

Investigação – Na época, um grupo de criminosos invadiu as casas de 20 famílias, situadas em uma rua do Eduardo Angelim, onde cometeram os crimes. Duas casas chegaram a ser incendiadas pelos bandidos, objetos foram roubados dos imóveis e as famílias acabaram fugindo da área, abandonando as casas. As investigações – realizadas pela Divisão de Homicídios em parceria com a Seccional de Icoaraci – apontaram que a ataque às famílias foi resultado de represália de traficantes.

Segundo o delegado, os mandantes do crime foram grupos criminosos ligados ao tráfico de drogas. Desta forma, explica o policial civil, foram expedidos 12 mandados de prisões e seis mandados de busca e apreensão na operação Ragnarok. "A Polícia Civil fará de tudo para tirar de circulação os criminosos", garante. O delegado Luiz Carlos Menezes Barros, da Seccional de Icoaraci, responsável pelo inquérito das mortes, ressaltou que as investigações foram deslanchadas, após recebimento de informações sobre criminosos ligados ao tráfico de drogas em atuação no conjunto. 

Para a delegada Flavia Leal, o que motivou os criminosos a cometerem os crimes de homicídio contra a vida dos familiares foi o fato de que os criminosos desconfiavam que os moradores da área estavam repassando supostas informações sobre o tráfico de drogas para a polícia. "O que não seria uma verdade", relata.

Durante a operação, foram apreendidos 120 papelotes de maconha e uma porção de maconha prensada, além de 27 pedras de "óxi" de cocaína. Os presos foram conduzidos para a Delegacia-Geral da Polícia Civil, para lavratura das prisões em flagrantes e depois foram conduzidos ao Sistema Penitenciário. 

O nome da operação Ragnarok é uma referência à mitologia nórdica que relata uma série de conflitos que resultam no fim do mundo, uma analogia à repressão e combate aos crimes cometidos pelo grupo de bandidos.

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