Reconhecimento

Dia do Assistente Social reforça a importância do profissional na vida da população

Mônica Barbosa trabalha há seis meses no Centro Pop, prestando atendimento direto à população em situação de rua.

Garantir os direitos da população em situação de vulnerabilidade social. Foi pra realizar esse sonho que a assistente social Mônica Barbosa, de 35 anos, iniciou a sua primeira experiência profissional na área em que escolheu seguir carreira. Nesta quarta-feira, 15, Dia do Assistente Social, Mônica comemora a escolha que fez para a vida.

“Pensei  em trabalhar com demandas da sociedade para que eu pudesse dar uma devolução para a população e o Serviço Social se encaixou nisso, pois trata da questão da desigualdade e da família, trabalhando a complexidade do ser humano”, conta Mônica.

Aprovada no concurso público realizado em 2018 pela Prefeitura de Belém para o quadro efetivo da Fundação Papa João XXIII (Funpapa), ela começou a atuar há seis meses no Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro Pop), prestando atendimento direto na unidade e encaminhando usuários para a rede de atendimento socioassistencial, que garante direitos em várias áreas, como a de saúde e a jurídica.

Mônica conta que sua rotina é atender pessoas que estão em situação de extrema vulnerabilidade e risco social, vivendo realidades que envolvem muita complexidade: “Está sendo um desafio muito grande”.

Sensibilidade - De acordo com a presidente da Funpapa, a assistente social Adriana Azevedo, a profissão é fundamental nas políticas públicas do município de Belém. “Dentro das políticas públicas de Belém existe o tripé: a saúde, educação e assistência. Essas áreas não se dissociam. Juntas fazemos atendimentos a pessoas em extrema vulnerabilidade social”, explica a gestora, que destaca, ainda: “O olhar sensível do profissional para entender as diversas formas de vulnerabilidade, como se faz na abordagem em situações de violência e abandono. Somos formados para ter este olhar, entender a lógica da questão social e saber como vamos responder àquilo”.

A assistente social Rosiane Torres, de 50 anos, atua há 15 anos no serviço socioassistencial do município, sempre com paixão e dedicação. Rosiane já trabalhou nos três níveis de proteção social, lidando assim com diferentes populações. “Atuei na proteção social básica, na de média e na de alta complexidade, trabalhando nos Cras (Centros de Referência em Assistência Social), nos Creas (Centros de Referência Especializados em Assistência Social) e nos espaços de acolhimento”.

Atualmente, Rosiane trabalha no Creas do Marco, uma das cinco unidades especializadas da capital, e atende pessoas que se encontram em situação de violação de direitos, como vítimas de violências físicas e sexual, em geral jovens, mulheres e idosos, além de adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas. “O nosso trabalho no dia a dia é de articulação com as redes de serviço socioassistencial, da saúde e da área jurídica, investigando, orientando e acolhendo, até para que eu possa ajudar esse usuário”, explicar.

Data - O Dia do Assistente Social surgiu a partir da aprovação da Lei Federal nº 3.252, de 27 de agosto de 1957, baseada no Decreto Federal nº 994, de 15 de maio de 1962, que regulamenta e oficializa a profissão no Brasil.

Em Belém, a Funpapa, responsável pela Política de Assistência Social no município, desenvolve atividades de amparo e proteção de populações que vivem em situação de risco pessoal e social. A instituição é a que tem o maior quadro de assistentes sociais da Prefeitura de Belém. A categoria, porém, está representada em grande parte dos órgãos da administração municipal. Além das unidades de assistência social, há assistentes sociais nas áreas da saúde, da educação e de recursos humanos, entre outras.

Na Funpapa, os profissionais de Serviço Social, integrando equipes multidisciplinares, atuam nos mais diversos equipamentos de assistência do município de Belém, realizando mais de 110 mil atendimentos ao ano nos Cras, Centros Pop, Creas e espaços de acolhimento.

Gratidão - A dona de casa Alexandra Tavares, de 44 anos, acompanha o filho diariamente no atendimento do Creas do Marco. Alexandra destaca a importância do primeiro atendimento feito pela assistente social do local. “O meu filho e eu fomos muito bem tratados. Ela tirou todas as minhas dúvidas, deixou meu filho tranquilo. Ela conseguiu na primeira abordagem conversar com ele, trabalhar emoções que nem eu mesma havia conseguido”.

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