De portas abertas

Líderes comunitários conhecem método de restauração de áreas mineradas em Juruti

Alcoa criou sistema de reabilitação ecológica dos terrenos e, desde a chegada ao município, leva comunidades para ver de perto como funciona o projeto

Um grupo formado por lideranças comunitárias ligadas à Associação das Comunidades da Região de Juruti Velho – Acorjuve – conheceu detalhes do método inovador de reabilitação de áreas mineradas aplicado pela Alcoa no município de Juruti.  O Programa Visita da Comunidade é desenvolvido desde a chegada da mineradora em Juruti, com o propósito de manter a transparência das operações e melhor esclarecer a população sobre a atividade mineral.

A engenheira florestal Susiele Tavares, responsável pelo Programa de Reabilitação de Áreas Mineradas da Alcoa Juruti, explicou sobre as práticas de restauração ecológica desenvolvidas pela empresa e todo o monitoramento de fauna e flora realizado antes, durante e depois da mineração. A tecnologia aplicada nas áreas de reabilitação visitadas pelos comunitários está na vanguarda do mercado mineral e agrega, ainda, um componente social com a participação das comunidades na produção, venda e plantio das mudas, com orientação e apoio da empresa. “O método é pioneiro na Amazônia para restauração ecológica de áreas mineradas”, informou Susiele.

O programa de visitas é fundamental para a Alcoa e nestas ocasiões a empresa dialoga com a comunidade, que observa como os processos acontecem na prática. “É importante compartilhar as boas práticas e o método inovador de recuperação de áreas mineradas. A ideia é tornar a visita uma experiência esclarecedora e mostrar para todos que a companhia está aberta e é transparente”, explicou Lucy Jesus, gerente de EHS da Alcoa Juruti.

Acompanhados de técnicos da empresa, os visitantes percorreram áreas mineradas que estão em processo de reabilitação onde ouviram explicações sobre o método de nucleação. Essa técnica acelera o processo de formação natural do solo e busca deixar o ambiente o mais próximo do original, aproveitando solo orgânico, galhadas, troncos e raízes que são dispostos nas áreas a serem reflorestadas na forma de núcleos. O processo favorece a reabilitação de todo o sistema florestal, tornando-se um ambiente convidativo ao retorno dos animais e consequente transporte de sementes para a área. As galhadas, troncos e raízes servem de poleiros e tocas para esses animais.

Nesses locais foi observada a polinização das flores, árvores com frutos e ocupação de animais, inclusive de médio porte. Em áreas onde está sendo aplicada a nucleação, a cobertura vegetal é acima de 80% já no primeiro ano de implantação.

Além de representantes das comunidades, também participaram da visita, o presidente da Acorjuve, Gerdeonor Pereira, o assessor da entidade, Everaldo Portela, e o subprefeito de Juruti Velho, Erickson Adrian.

(Com informações de José Ibanês, da Alcoa)


 

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