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Xiaomi estuda instalação de fábrica de smartphones no Brasil

Gigante chinesa promete abrir segunda loja até final do ano. Enquanto isso, faz pesquisa sobre o comportamento do consumidor.

Loja da Xiaomi em São Paulo vai ganhar uma similar no Brasil, mas empresa ainda não revelou o local (Foto: Divulgação)

Perto de ultrapassar a Apple e se tornar a terceira maior fabricante de smartphones do mundo, a gigante chinesa Xiaomi revelou nesta quarta-feira (1º) que tem planos de expansão no Brasil. Além de abrir uma nova loja até o final do ano, sem revelar ainda a localização, a empresa já estuda a instalação de fábrica própria no País. Ainda este ano, segundo a IDC (Internacional Data Corporation) a Xiaomi venderá mais smartphones que a Apple. A diferença entre as duas é de 1,5 milhão de aparelhos. As líderes do mercado são a Sansung e a Huawei. 

Os planos de expansão para o Brasil devem ajudar a impulsionar a empresa chinesa, que distribuiu ao varejo no ano passado 32,3 milhões de aparelhos. Reconhecida por oferecer dispositivos com boas configurações a preços razoáveis, a empresa acredita que uma fábrica no Brasil poderia ajudá-la a vender ainda mais barato determinados itens. Mas por enquanto são somente estudos. Certa, mesmo, é a abertura da nova loja. 

Segundo o representante da empresa no Brasil, Luciano Barbosa, em uma entrevista publicada pelo site Canaltech, a companhia ainda está avaliando os pós e os contras desse projeto. "Estamos com os pés no chão, oferecendo produtos, sentindo a aceitação dos modelos e, claro, seus números de vendas. Só depois de tudo isso,com uma base instalada, aí sim teremos a maturidade suficiente pra definir a fabricação dos aparelhos no Brasil", ponderou o executivo.

Ele também revelou que a Xiaomi está analisando o comportamento do consumidor brasileiro antes de dar essa nova cartada. Uma das características já identificadas é que o brasileiro gosta de variedade - e isso o mercado, dominado pela Sansung, não tem oferecido. Já a marca chinesa pretende contar com 15 smartphones em seu portfólio no país. 

Em outra entrevista, para o Mobile Time, o mesmo executivo da companhia chinesa deixou escapar que tem outra preocupação para resolver antes de decidir efetivamente pela instalação de uma fábrica em terras tupiniquins: as taxas de importação. Caso elas caiam, como se especula no governo de Jair Bolsonaro, é mais negócio para a Xiaomi manter-se no país como importadora dos próprios produtos.


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