Bora beber, amigão?

Mais duas cervejas boas pra cachorro chegam às prateleiras dos pet shops

As fábricas da Skol e da Colorado seguem a pioneira Dog Beer e lançam suas próprias marcas, em parceria com grandes players de um mercado que faturou, em 2018, mais de 21 bilhões de reais

(Foto: Divulgação)

Em menos de dez dias, quem só tinha uma opção agora já pode até escolher entre três alternativas. Chegaram ao mercado, em julho, mais duas cervejas para cachorro, acendendo a concorrência: a Cãolorado, da cervejaria Colorado, e a Dogz, da Skol, que agora dividem a preferência com a pioneira Dog Beer. 

A Cãolorado é resultado de uma parceria da fábrica Colorado, vinculada à Ambev, com a empresa Blue Hops, dedicada à pesquisa e desenvolvimento de produtos alimentícios para pets. A Blue já tem um pé no setor cervejeiro por meio de um projeto desenvolvido junto com a Heineken.

Também integra esta parceria a Padaria Pet, uma das marcas mais vitoriosas do segmento, envolvida em fabricação, distribuição e varejo de produtos para animais de estimação. A Pet produz, por ano, mais de 100 toneladas de petiscos, tiras de carnes e outros alimentos para cães e gatos, mantendo franquia em várias cidades brasileiras.
A outra cerveja nova é a Dogz, também fruto de parceria, agora da Skol com a rede Petz e com a Dog Beer. A Petz é uma das maiores redes do ramo no Brasil e atua em quase todos os segmentos do mercado de bichos de estimação, destacando-se pelas grandes lojas que funcionam como shoppings de produtos e serviços pets.
A Dog Beer é a primeira cerveja para cães fabricada no Brasil. A marca existe desde 2014, é apresentada como um petisco líquido e não contém álcool nem gás carbônico. Foi desenvolvida pelo Centro de Tecnologia e Alimentos do Senai do Rio de Janeiro.
Ambos os produtos lançados em julho foram desenvolvidos especialmente para o organismo dos cachorros: sem fermentação, sem álcool e à base de água, malte e carne. A Skol ainda promete um apelo social: pretende reverter as vendas da Dogz para o Instituto de Proteção Animal Pet Van, uma organização da sociedade civil dedicada à proteção e tratamento de animais carentes.
O envolvimento de grandes players do setor de bebidas e das marcas pet indica que a cerveja para cachorro não é conversa de bêbado: é coisa muito séria. O foco das empresas é um mercado que cresce quase 7% ao ano e que faturou, em 2018, mais de R$ 21 bilhões, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação. 
A própria Abinpet revela que a indústria e os petshops vão muito além de artigos convencionais e têm investido pesado naquela que se desenha como a maior tendência do setor: a humanização dos animais. O que inclui mimos, sorvete, geleia, hoteis e - por que não? - até cervejas.


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