Força feminina


Foto: Divulgação / Ministério da Mulher
Moradoras das comunidades rurais de Juruti Velho, Castanhal, Tabatinga e São Pedro, no município de Juruti, no Oeste do Pará, participam de oficinas de sensibilização para o combate à violência contra a mulher, que serão aplicadas nessas localidades durante os meses de agosto e setembro. A iniciativa é do Projeto Mulheres de Fibra, desenvolvido pelo Instituto Puxirum da Amazônia (IPUAM), em parceria com o Instituto Juruti Sustentável (IJUS), Conselho Municipal do Direito da Mulher (CMDM) e a Rede de Mulheres da Alcoa (AWN).
Como parte das ações de engajamento no combate à violência contra a mulher, no último sábado (3), aconteceu a segunda etapa da capacitação de facilitadores das oficinas. O objetivo é ampliar a rede de pessoas conscientes sobre os tipos de violência e as medidas protetivas, além de apoiar o fortalecimento do tema para estruturar a rede de assistência em Juruti. As oficinas nas comunidades rurais acontecerão nos dias 25 de agosto e 14 de setembro.
O Pará é o 7º estado do Brasil em número de mulheres vítimas de homicídio e o 8º no ranking do feminicídio - que é a perseguição e morte intencional de pessoas do sexo feminino. Segundo o Monitor da Violência, em 2018 foram registrados 19 mil casos de agressão contra mulheres no Pará. Somente na região metropolitana de Belém, são duas ocorrências a cada uma hora.
A Lei Maria da Penha, principal instrumento legal de defesa da mulher, completou 13 anos na quarta-feira (7), mas a violência doméstica ainda é uma realidade em todo o Brasil. Nos últimos três anos, 12 mil mulheres morreram vítimas de feminicídio e quase 900 mil pediram medida protetiva no país.
Preparar as mulheres para enfrentar esse problema, esclarecendo direitos e estratégias de apoio, é um esforço, que agora se faz em Juruti, para impedir o crescimento desses números lamentáveis.