Parceria
O contrabaixista Waldir Bertipaglia, além de integrante do naipe de contrabaixo da OSB é membro do The Hollywood Ensemble nos EU (Foto: RedePara.Web.ViewModels.Sgn.Foto?.credito)
No segundo semestre deste ano, os alunos do Projeto Vale Música receberam aulas dos integrantes e artistas que tocam na Orquestra Sinfônica Brasileira. O encontro, que é mensal, terá aulas realizadas de 19 a 23 de agosto. A proposta é uma iniciativa da Vale, que busca integrar diversos projetos de música patrocinados pela empresa no Brasil para incentivar o desenvolvimento da música de concerto. Ao final do mês, será a vez dos jovens musicistas de Belém irem até o Rio de Janeiro para estudar e tocar junto com a OSB.
Inicialmente, a parceria busca oferecer aos alunos a experiência de ter aulas com músicos conceituados de uma grande orquestra nacional. As masterclass deste mês serão com o contrabaixista Waldir Bertipaglia e a violoncelista Emília Valova. Após a vinda desses artistas, os jovens do Vale Música irão até o Rio de Janeiro para ter aulas e conhecer de perto a orquestra e seus integrantes. Em dezembro deste ano, eles tocarão junto com a OSB, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, sob a regência do maestro Marcelo Lihninger. O concerto será a demonstração do resultado obtido depois do intercâmbio e acontecerá dentro do evento ‘Serie Mundo’.
Trazer profissionais de uma grande orquestra para ministrar aulas aos jovens músicos de Belém é sinônimo de grande crescimento profissional, como explica o professor de contrabaixo do Projeto Vale Música, Jhonathan Torquato. “Um intercâmbio como esse é uma forma eficiente de estreitar os laços dos alunos com o ambiente musical no qual estão inseridos. É também, uma grande oportunidade de agregar conhecimento, trazendo mais amadurecimento no processo de aprendizagem.
Para a aluna da turma de violoncelo do professor Bruno Valente, Ingridy Santos, essa experiência será enriquecedora. “Ter a oportunidade de conhecer outras técnicas e aprender diferentes formas de como tocar o instrumento é muito bom para o nosso desenvolvimento como futuros profissionais da música, além de podermos ter aulas de outra forma, pois cada professor tem seu jeito de ensinar”, explica a jovem. Ingridy diz ainda que a ansiedade para os dias das aulas é grande, pois já acompanhava o trabalho da violoncelista Emília Valova pelas redes sociais. “Estou ansiosa para as aulas com a violoncelista Emília, por que já acompanho o seu trabalho pela internet. Sempre vejo os vídeos dela tocando e é fantástico! Agora, terei a oportunidade de conhece-la pessoalmente. Tenho certeza que será um momento inesquecível”, conta animada.
Vale Música – O projeto é realizado pela Fundação Amazônica de Música desde 2004 e conta com patrocínio da Vale, via Lei Federal de Incentivo à Cultura. A iniciativa tem como objetivo a formação musical de crianças e jovens das Região Metropolitana de Belém que estudam em escola pública ou são bolsistas de escolas particulares. Eles participam de aulas regulares. Após o período necessário para o desenvolvimento no instrumento, os jovens ingressam nos grupos do Vale Música, como por exemplo: a Orquestra Sinfônica Vale Música, a Banda Sinfônica Vale Música, o Grupo de Percussão e o Coral de Metais Vale Música. Em 2019, a iniciativa comemora 15 anos de atividades onde já foram beneficiadas 1.100 pessoas.
Sobre os músicos da OSB – O contrabaixista Waldir Bertipaglia, além de integrante do naipe de contrabaixo da OSB é membro do The Hollywood Ensemble nos EUA. O músico também se apresenta como solista e camerista. Waldir toca em festivais de prestígio em vários locais fora do Brasil como, Estados Unidos, países da Europa e América do Sul. Bertipaglia é graduado pela Indiana University, Western Michigan University, já foi Professor Assistente do grande solista Catalin Rotaru e participa regularmente do corpo docente de respeitados festivais de música no Brasil, destacando-se festivais como o Virtuosi, em Recife (PE) e o Festival Internacional de Música de Londrina (PR). Como camerista, Waldir tem colaborado com os pianistas Caio Pagano e Marcelo Cesena, além do Jacques Thibaud StringTrio de Berlim. Ele também atua participando de vários projetos de gravações para os selos EMI, Summit, Con Brio e Canyon Records.
A musicista Emília Valova, já participou de importantes concursos de música, como o Concurso Nacional " Svetoslav Obretenov”, em que foi premiada com o segundo lugar. Em 1997 participou do masterclass para música de câmara no "Internationalen Sommerakademie Prag Wien Budapest, na cidade de Reichenau, Áustria, onde se apresentou com o Quarteto Acadêmico de Sofia. Emília foi integrante da Orquestra de Câmara " Orfeu", onde tocou em vários países da Europa: República Checa, Holanda, Alemanha, Turquia, entre outros e também foi Spalla do naipe dos violoncelos na Orquestra Amazonas Filarmônica e integrante da Orquestra de Câmara do Amazonas, em Manaus. Emília Valova foi professora de violoncelo na Liceu de Artes do Amazonas e no Primeiro Festival Internacional de Inverno da UNB, em 2005. A violoncelista Emília já fez parte da formação Primus Trio, com qual realizou várias apresentações no Rio de Janeiro e em São Paulo com repertório Francês e de música Brasileira. Hoje, Emília faz parte do Grupo Cordas.
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