Que jogo!

Pênalti polêmico, narrador empolgado, torcedor pelado e beijo no juiz. Teve de tudo no jogo do Papão

Confira as polêmicas e situações inusitadas da partida entre Náutico e Paysandu, que definiu o acesso à série B no domingo, e saiba qual a reação dos torcedores, comentaristas e dirigentes do clube

Depois da partida eletrizante, sobraram polêmicas e uma coleção de imagens que deram o que falar. A maior discussão é sobre o pênalti marcado contra o Papão quando faltavam 20 segundos para o jogo acabar. O time bicolor vencia por 2 a 1 e, naquele momento, garantia a subida para a Série B do Campeonato Nacional.

O comentarista do DAZN, TV Web que detém os direitos de exclusividade na transmissão da Série C, disse que o pênalti era "bastante duvidoso, pois o zagueiro do Paysandu estava com o braço colocado no corpo". Sandro Meira Ricci, comentarista da Rede Globo, que esteve no programa Troca de Passes na noite do domingo, achou a marcação “muito estranha”.

No lance, ocorrido aos 49 minutos do segundo tempo, Leandro Vuaden marcou pênalti para o Náutico em lance envolvendo dois jogadores do Paysandu na área - um cabeceou a bola no braço do outro. O Timbu, que perdia por 2 a 1, converteu a cobrança, igualou o placar e levou a decisão para os pênaltis, vencendo a partida e garantindo acesso à Série B em 2020.

Para Ricci, que atua nas transmissões do SporTV e do site Globoesporte.com, foi um erro gravíssimo do árbitro. “Não aconteceu. Vuaden não tinha ninguém na frente dele, estava bem posicionado. Parece que apitou no susto, bateu na mão e "pênalti"”, disse o ex-juiz, que foi o representante brasileiro na Copa da Rússia antes de “pendurar” o apito. “Erro gravíssimo, que se tivesse o VAR certamente chamariam o árbitro para olhar. Realmente, o conceito de bola não mão tem que ser aprimorado, mas esse é um lance muito claro”.

Narrador empolgado

Nas redes sociais e grupos de whatsapp, não faltaram memes e comentários sobre o jogo, apresentando outras situações inesperadas. Os torcedores do Paysandu não pouparam, por exemplo, a postura do narrador Aroldo Costa, da Rádio Jornal, de Pernambuco. Ao narrar o lance do pênalti e o gol convertido, o radialista “só faltou morrer”, vibrando mais do que muito torcedor. Gritou “Pênalti!” quase vinte vezes, quase perdendo a voz, aparentemente tão emocionado que parecia estar passando mal. A explosão do narrador ao ver o time subir chamou a atenção e os áudios viralizaram nas redes socais.

Beijo no juiz

Outra situação estranha, na opinião de muita gente, foi o beijo dado por um torcedor no juiz gaúcho Leandro Vuaden. "Que homem, Vuaden!", diz o torcedor do Náutico após beijar o árbitro, ao final do jogo. 

 

Tocedor pelado

Outra imagem marcante foi a de um torcedor pelado invadindo o campo, quando se consolidou a vitória do Náutico, após as cobranças de pênalti e a conquista da vitória pelo Timbu. O torcedor empolgado fez sucesso na web, junto com a multidão que entrou em campo no Estádio dos Aflitos.

Na Justiça

Nesta segunda-feira (9), de acordo com nota publicada no site do clube, o presidente do Paysandu, Ricardo Gluck Paul, viajou para o Rio de Janeiro acompanhado de advogados especialistas em Direito Esportivo, para questionar o trabalho do juiz, alegando que prejudicou o clube paraense. Confira a nota na íntegra:

“Após o time ser prejudicado por um gravíssimo e escandaloso erro de arbitragem, com ampla repercussão na mídia nacional e nas redes sociais, que prejudicou e causou a eliminação do Paysandu Sport Club no Campeonato Brasileiro da Série C, o presidente bicolor Ricardo Gluck Paul viajará nesta segunda-feira (9) para o Rio de Janeiro (RJ) em busca de providências judiciais, juntamente com um grupo de advogados especialistas em Direito Esportivo. O jogo da equipe paraense foi o único dos quatro do mata-mata da terceira divisão que não teve um representante da Fifa no apito.

Na noite do último domingo (8), o Paysandu vencia o Náutico-PE por 2 a 1, no Estádio dos Aflitos, em Recife, pela partida de volta das quartas de final da Série C. Porém, aos 49 minutos e 20 segundos do segundo tempo, de um jogo previsto para encerrar aos 50, o árbitro gaúcho Leandro Pedro Vuaden não aplicou a regra de maneira correta, embora estivesse muito próximo do lance, e marcou um pênalti inexistente contra o Papão.

Depois de um cruzamento na área bicolor, Caíque Oliveira cortou de cabeça em direção contrária ao gol e a bola bateu em Uchôa, que estava com o braço totalmente colado ao corpo, sem tornar seu corpo maior de maneira antinatural. Além disso, a bola foi tocada por Caíque Oliveira na direção de Uchôa, ou seja, um próprio jogador bicolor, dentro da regra.

De acordo com a regra, não há infração se a bola tocar a mão ou braço de um jogador diretamente da cabeça ou do corpo do próprio jogador, incluindo o pé; diretamente da cabeça ou do corpo, incluindo o pé, de outro jogador que esteja próximo; se a mão ou braço estiver perto do corpo e não faça o corpo artificialmente maior; quando um jogador cai e a mão ou braço está entre o corpo e o solo para apoiar o corpo, mas não estendido lateralmente ou verticalmente para longe do corpo.

Na saída de campo, jogadores e integrantes da comissão técnica foram cercados por milhares de torcedores do Náutico que invadiram o gramado. O odontólogo do clube, Fernando Augusto, foi agredido durante a invasão. A equipe teve de descer para o vestiário escoltada por um cordão de isolamento feito por policiais militares, em um ambiente totalmente hostil e que colocou em risco a integridade física e até a vida de aproximadamente 30 profissionais.

No jogo de ida, o Paysandu já havia sido prejudicado com a não marcação de um pênalti cometido sobre o atacante Hygor Silva, que foi empurrado pelas costas pelo lateral-esquerdo adversário Willian Simões ainda no primeiro tempo do confronto disputado no Estádio Mangueirão, em Belém. O árbitro Anderson Daronco, que sofreu pressão do Náutico antes da abertura do mata-mata, mandou o jogo seguir.”

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Paysandu Pênalti Polêmica

Comentários

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      15 Minutes Ago

      Diego Serra

      Mas assim não dá, é muita torcida contra. :(


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